• A SERBIAN INTERVIEW

    A Serbian Film foi o filme choque da edição 2011 do Fantasporto e vencedor do Prémio Especial do Júri. Banido em vários países, premiado noutros, não deixou ninguém indiferente. O The New York Times considerou-o “Horrivelmente inventivo e desafiante no seu significado oculto”, o Bloody Disgusting deixou uma sugestão: “Tu não queres ver este filme. Apenas pensas que queres”. E uma organização católica moveu um processo judicial ao director do Festival de Sitges, que resolveu exibi-lo apesar de estar oficialmente banido em Espanha. Desígnios e motivações partilhados na primeira pessoa por Srdjan Spasojevic, autor daquele que já se tornou num dos filmes mais polémicos de sempre.



  • COLECTÂNEA TEXTOS FANTASPORTO 2008

    15 dias e 15 noites enfiado num teatro assombrado. Desafiaram-me e até me pagaram para lá ir. Fui e trouxe algumas histórias para contar: Antevisão de todos os filmes em cartaz; crítica e comentários às principais surpresas do festival; a história por trás de uma das curtas portuguesas em competição; prémios e vencedores. Relatos, imagens e algumas sugestões após duas semanas de assombração.



  • O PUTO QUE CRUZOU A EUROPA NO DORSO DE UMA SCOOTER «I – O Plano»

    Há 15 anos, um miúdo aguedense de 18 anos montou numa scooter e cruzou nove mil quilómetros e seis países, com destino a uma concentração motard num bosque nevado, junto à floresta negra, na Alemanha. Este é o primeiro de uma série de textos – que serão publicados mensalmente – de uma reportagem inédita e exclusiva, onde serão contadas todas as histórias por trás de uma aventura que muitos consideraram impossível, até um puto misturar sonho com determinação e provar o contrário.



  • AS BRUXAS E A CIDADE

    Há uns anos decidi fazer um artigo de fundo sobre o Halloween. Falei com historiadores, antropólogos, comerciantes, membros da comunidade americana do Porto, donos de videoclubes, empresários da noite, tipos mascarados na rua e até com um individuo que reservou a noite para estabelecer contacto com fantasmas. Apesar de não ter ouvido as almas penadas, fiquei com a agradável sensação que não ficou nada por dizer.



  • UM BAIRRO À MARGEM DA LEI

    Fiz várias reportagens nos bairros problemáticos do Porto. Bastou a primeira para constatar que os jornalistas eram seres banidos desses locais. Os meus colegas contavam-me histórias de agressões, apedrejamentos aos carros de reportagem, fotojornalistas agredidos e máquinas fotográficas destruídas. Não me senti desencorajado, apenas tomei precauções estratégicas. Passou a ser hábito não fazer a barba alguns dias antes das reportagens serem agendadas, envergava boné e roupa mais desportiva, deixava o carro do jornal a vários quarteirões do bairro ou ia de autocarro para lá. Esses pequenos truques camaleónicos resultaram (conseguir envergar a pele de um camaleão é uma aptidão que considero fundamental para qualquer verdadeiro jornalista) e não só consegui deambular livremente pelo bairro como consegui obter a confiança de algumas fontes locais. No entanto, escolhi este texto que nem é tão direcionado ao quotidiano do bairro, mas à contenda política em volta dele. Quando o escrevi, percebi que resolver o problema da criminalidade no bairro mais violento da cidade nunca foi uma prioridade. Havia meios mas não havia intenção. Ele tinha de continuar violento, pois só assim se justificaria a medida que viria a ser adoptada mais tarde.



  • A GUARDIÃ DOS MARES

    Descobri-a recortada no azul do mar e do céu de Vila do Conde. Soube que ela tinha resistido às décadas, ao vento e ao temperamento do mar. Que um dia albergara homens que lá dormiam em velhos beliches de madeira, sempre prontos para despertar e, num ápice, enfrentar o arreliado oceano noctívago em busca dos náufragos. Não descansei enquanto não lá entrasse e lhe assaltasse as memórias.



  • GRINDHOUSE – A IGNÓBIL USURPAÇÃO

    Fiquei fascinado quando soube do projeto artístico de Tarantino e Rodriguez. Entusiasmando, falei sobre o assunto a alguns amigos nessa mesma noite. Imaginava-me a combinar sessões temáticas no cinema, recheadas de pipocas, bebidas alcoólicas escondidas, filmes genialmente maus e boa disposição. Algumas semanas depois, o plano foi por água abaixo, empurrado pelas mãos avarentas dos irmãos Weinstein. Fiquei irado, tive de exorcizar a ira e assim nasceu este texto.



  • MEDO (NÃO) É PASSAGEIRO

    Nos últimos meses de 2007 multiplicavam-se os assaltos a taxistas na cidade do Porto. Muitos eram agredidos, alguns assassinados. Como segui alguns desses casos, propus uma reportagem aos meus editores: passar a noite no banco da frente de um táxi a percorrer as estradas da Invicta. A ideia agradou e a reportagem avançou. Histórias de boleias a destinos incertos.



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