{"id":1323,"date":"2019-06-10T10:35:50","date_gmt":"2019-06-10T10:35:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/?p=1323"},"modified":"2019-06-10T10:39:11","modified_gmt":"2019-06-10T10:39:11","slug":"uma-noite-na-ilha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/uma-noite-na-ilha\/","title":{"rendered":"UMA NOITE NA ILHA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\">Durante anos habituei-me a ver a silhueta misteriosa daquela ilha que se avistava \u00e0 dist\u00e2ncia na estrada \u00e0 sa\u00edda de Baiona. Era comum ir a essa cidade costeira da Galiza, sempre que visitava os meus amigos de Viana do Castelo. Por vezes, a ilha estava envolta em neblina, o que lhe adensava ainda mais a aura misteriosa. Nas viagens de regresso, parava sempre o carro num pequeno planalto de terra junto \u00e0 estrada que percorre a costa em dire\u00e7\u00e3o ao Sul. Saia c\u00e1 fora e prometia: \u201cUm dia vou a\u00ed\u201d.\u00a0 Os anos foram passando e a promessa tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Um dia, ou talvez uma noite, inspirado pelas p\u00e1ginas de \u201cA Caminho dos Trinta\u201d, uma reportagem de Jos\u00e9 Manuel Barata-Feyo que li e reli mil vezes, decidi. \u201cVou fazer os meus trinta anos na ilha\u201d.<br \/>\nComecei de imediato a fazer pesquisas. Descobri tr\u00eas informa\u00e7\u00f5es importantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">A primeira: n\u00e3o era uma ilha, mas tr\u00eas, estando duas ligadas pelo areal de uma praia e uma esp\u00e9cie de ponte de pedra que ficava inundada quando a mar\u00e9 enchia ao anoitecer.<br \/>\nA segunda: \u00a0chamavam-se Islas Cies.<br \/>\nA terceira: A \u00fanica forma de pernoitar na ilha era tendo uma reserva no parque de campismo. Caso n\u00e3o exista essa reserva, somos obrigados a tirar o bilhete de ida e volta no mesmo dia. E o parque estava lotado.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">A minha ideia era, obviamente, pernoitar na ilha. Logo, ia ter de arranjar uma forma de contornar essa regra. \u201cA ilha \u00e9 enorme, tem florestas e montanhas\u201d, pensei. \u201cSe passar a noite no meio da natureza, at\u00e9 vai ser mais giro, \u00e9 como se fosse um n\u00e1ufrago, a explorar uma ilha selvagem \u00e0 procura de um abrigo natural\u201d. Estava decidido. O detalhe do bilhete era um obst\u00e1culo que agora n\u00e3o importava, na altura pensaria em algo e resolveria isso na hora, com a t\u00edpica l\u00e1bia espont\u00e2nea lusitana.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Foi f\u00e1cil \u201cvender\u201d a ideia aos amigos. \u00c9ramos seis. Apenas um ficou algo reticente com a quest\u00e3o dos bilhetes, um detalhe que a atratividade do plano rapidamente o fez relativizar e, por fim, esquecer.<br \/>\nE assim, numa manh\u00e3 de Agosto de 2007, seis marinheiros lusos zarpavam do porto de Baiona rumo a essas ilhas com nome celestial que h\u00e1 tanto tempo nos reluziam os pensamentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">O jornal \u201cThe Guardian\u201d tinha acabado de presentear a praia principal da ilha \u2013 Playa de Rodas \u2013 com o t\u00edtulo de \u201cmelhor praia do mundo\u201d. Assim que sa\u00ed do barco, percebi porqu\u00ea. A areia incrivelmente branca e fina, o mar em tons que ondulavam entre o verde esmeralda e o azul turquesa, a transpar\u00eancia das \u00e1guas, a floresta atr\u00e1s do areal, as montanhas escarpadas que se recortavam nas extremidades da ilha. Uma aut\u00eantica ilha selvagem das Cara\u00edbas neste cantinho do Atl\u00e2ntico.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMGP0973.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1328 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMGP0973-1024x768.jpg\" alt=\"\" width=\"940\" height=\"705\" srcset=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMGP0973-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMGP0973-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMGP0973-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMGP0973-600x450.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 940px) 100vw, 940px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMGP0970.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1329 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMGP0970-1024x768.jpg\" alt=\"\" width=\"940\" height=\"705\" srcset=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMGP0970-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMGP0970-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMGP0970-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMGP0970-600x450.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 940px) 100vw, 940px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Ap\u00f3s passar o dia na praia, ao entardecer fomos comprar alguns mantimentos numa pequena mercearia, a qual se alcan\u00e7ava atrav\u00e9s de um caminho de areia no meio de vegeta\u00e7\u00e3o luxuriante. Tudo, mas mesmo tudo soava a tropical. J\u00e1 abastecidos, come\u00e7\u00e1mos a subir um trilho ladeado por \u00e1rvores densas, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 encosta Sul da ilha mais pequena (chamada \u201cIlha do Meio). Ap\u00f3s mais de uma hora de caminhada, encontr\u00e1mos um planalto com um ex\u00edguo posto de observa\u00e7\u00e3o de aves, constru\u00eddo em madeira e com uma enorme janela panor\u00e2mica virada para o mar. A forma c\u00famplice como sorrimos uns para os outros era um indicativo claro que t\u00ednhamos encontrado \u201ca cabana\u201d onde ir\u00edamos passar a noite. Parecia perfeito, quase predestinado. Na altura n\u00e3o fazia ideia que havia uma possibilidade muito melhor \u00e0 nossa disposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong>A \u201cgruta\u201d do ermita da ilha<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Ap\u00f3s in\u00fameras perip\u00e9cias demogr\u00e1ficas ao longo dos s\u00e9culos, as Ilhas Cies deixaram de ser habitadas nos anos 60. Em 1980, tornaram-se num parque natural. Na \u00e9poca da Primavera\/Ver\u00e3o, vivem l\u00e1 os funcion\u00e1rios dos tr\u00eas restaurantes, mercearia e parque de campismo. No resto do ano, \u00e9 uma ilha deserta, literalmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Nos anos 90, foram visitadas por um jovem espanhol chamado Germ\u00e1n Freijeiro. Ap\u00f3s explorar a ilha, instalou-se nas ru\u00ednas de um calabou\u00e7o de um antigo quartel de carabineiros, hasteou uma bandeira pirata no telhado e decidiu que ia passar ali o resto dos seus dias.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Actualidad_359228790_109125288_640x854.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1326 alignnone\" src=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Actualidad_359228790_109125288_640x854-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"367\" height=\"489\" srcset=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Actualidad_359228790_109125288_640x854-225x300.jpg 225w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Actualidad_359228790_109125288_640x854-600x800.jpg 600w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Actualidad_359228790_109125288_640x854.jpg 636w\" sizes=\"auto, (max-width: 367px) 100vw, 367px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Ningu\u00e9m sabe o que o fez tomar essa decis\u00e3o. Talvez ansiasse por aventura, talvez se quisesse sentir livre. Talvez o atra\u00edsse o passado da ilha, recheado de mem\u00f3rias e hist\u00f3rias de piratas e cors\u00e1rios. Talvez tenha ouvido o rumor desses sonhos antigos de liberdade selvagem que alguns juram ainda ecoar pela ilha nas noites de mais vento.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Bloco a bloco, Germ\u00e1n transformou as ru\u00ednas numa casa. Plantou uma horta e v\u00e1rias \u00e1rvores de fruto. Tinha galinhas que lhe davam ovos, pescava, vivia da ilha.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Contrariamente aos habituais ermitas, G\u00e9rman era soci\u00e1vel e hospitaleiro. Abria as portas do seu r\u00fastico lar a todos os visitantes. Guardas florestais em miss\u00e3o na ilha, marinheiros, pescadores, turistas. Conversavam noite fora, nas dunas do seu quintal, sob as estrelas e a brisa do Atl\u00e2ntico.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Parecia um naufrago, moreno, barbudo, com cabelos louros desgrenhados, mas impecavelmente amarrados com um la\u00e7o e quase sempre vestido com uma camisa xadrez com as cores j\u00e1 desbotadas. Germ\u00e1n ganhou a simpatia de todos. Deixou de ser Germ\u00e1n. Na ilha, todos o conheciam como El Chuco. O anfitri\u00e3o de estranhos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMGP1000.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1330 alignnone\" src=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMGP1000-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"441\" height=\"588\" srcset=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMGP1000-225x300.jpg 225w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMGP1000-768x1024.jpg 768w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMGP1000-600x800.jpg 600w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMGP1000.jpg 1278w\" sizes=\"auto, (max-width: 441px) 100vw, 441px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Acord\u00e1mos com o cheiro a areia molhada. Choveu quase toda a noite, mas o azul regressou ao c\u00e9u ao amanhecer. Ap\u00f3s alguns minutos a contemplar a vista que sete ou oito horas atr\u00e1s nos tinha sido ocultada pela escurid\u00e3o, come\u00e7\u00e1mos a descer, rumo \u00e0 praia. Mas a ilha tinha despertado rabugenta. A meio do caminho, a chuva regressou. J\u00e1 meio encharcados, par\u00e1mos na esplanada coberta de um caf\u00e9\u00a0 para\u00a0 tomar um ch\u00e1 quente.<\/p>\n<p>Passamos o resto da manh\u00e3 e parte da tarde na praia, at\u00e9 entrarmos sorridentes no barco, felizes por ter conseguido ludibriar a regra dos bilhetes com a desculpa, esfarrapada como as vestes de um naufrago, de que nos t\u00ednhamos orientado pela hora portuguesa dos nossos rel\u00f3gios e, por isso, perdido o \u00faltimo barco do dia anterior. \u00a0E que n\u00e3o t\u00ednhamos mais dinheiro connosco nem outra forma de sair da ilha. A \u00fanica solu\u00e7\u00e3o era converter os nossos bilhetes e apanhar boleia na embarca\u00e7\u00e3o que estava prestes a partir. \u201cVale\u201d, disse o tipo, com um sorriso matreiro, como se tivesse topado o plano dos portugas mas n\u00e3o se importasse, minimamente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMGP1010.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1331 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMGP1010-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"630\" height=\"472\" srcset=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMGP1010-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMGP1010-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMGP1010-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMGP1010-600x450.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 630px) 100vw, 630px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">J\u00e1 durante a travessia, com a silhueta das ilhas pelas costas, sorria para o mar, envolto numa esp\u00e9cie de sentimento de miss\u00e3o cumprida.<\/p>\n<p>Ignorava a exist\u00eancia do El Chuco e o tr\u00e1gico destino que o assolaria. Ignorava a coincid\u00eancia por tr\u00e1s do s\u00edtio onde tinha tomado ch\u00e1. E ignorava que regressaria nove anos depois e iria explorar cada recanto da ilha e conhecer todos os seus segredos. Exceto um.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante anos sonhei com a silhueta misteriosa de uma ilha envolta em nevoeiro que se avistava da costa Norte de Espanha. Decidi passar l\u00e1 o dia (e a noite) dos meus 30 anos. Descobri um aut\u00eantico para\u00edso selvagem. J\u00e1 a hist\u00f3ria m\u00edstica da ilha, s\u00f3 viria a descobrir mais tarde.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1325,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[86],"class_list":["post-1323","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cronica-inedita","tag-as-ilhas-paradisiacas-da-galiza"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.9 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>UMA NOITE NA ILHA<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Durante anos sonhei com a silhueta misteriosa de uma ilha envolta em nevoeiro que se avistava da costa Norte de Espanha. 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