{"id":1629,"date":"2020-03-06T22:02:20","date_gmt":"2020-03-06T22:02:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/?p=1629"},"modified":"2020-10-12T16:16:20","modified_gmt":"2020-10-12T16:16:20","slug":"uma-aventura-na-casa-assombrada-preludio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/uma-aventura-na-casa-assombrada-preludio\/","title":{"rendered":"UMA AVENTURA NA CASA ASSOMBRADA (prel\u00fadio)"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"wpsdc-drop-cap\">D<\/span>evia ter 12 anos. Estava a jogar ao berlinde com oito amigos, num terreno perto de casa dos meus pais, quando algu\u00e9m tocou no assunto. \u201cH\u00e1 l\u00e1 esp\u00edritos e s\u00e3o lixados!\u201d, jurava o Nelson. \u201cH\u00e1 l\u00e1 frascos com peda\u00e7os de pessoas\u201d, acrescentava o V\u00edtor. Referiam-se a uma casa abandonada em ru\u00ednas, em \u00c1gueda, que ficava ao fundo de uma descida, mesmo ao lado de uma f\u00e1brica tamb\u00e9m abandonada, a Guerra &amp; Cruz (onde hoje existe o Centro de Artes de \u00c1gueda).<\/p>\n<p>Quando os alunos sa\u00edam do ciclo e desciam ao centro da cidade, passavam por essa f\u00e1brica, por isso ela era um terreno f\u00e9rtil para mitos urbanos. Alguns diziam que era habitada por seres chamados \u201cBuzeir\u00f5es\u201d que, se apanhassem algu\u00e9m l\u00e1 dentro, davam-lhe um cacha\u00e7o com tanta for\u00e7a que a pessoa dava mil voltas em redor de si mesma. Tamb\u00e9m se dizia que vivia l\u00e1 um ser que envergava um len\u00e7ol negro e que capturava pessoas para se alimentar da sua alma. O relato menos sobrenatural, e talvez mais contado, era que um grupo de mi\u00fados se tinha aventurado ao telhado, para retirar uma \u00e1guia esculpida em barro que estava no topo da fachada principal do edif\u00edcio. \u201cUma rapariga pisou uma telha rachada e, enquanto caia, o seu cabelo ficou preso nas telhas e ela ficou careca para sempre\u201d, conclu\u00edam, sempre com olhos arregalados e express\u00f5es de assombro.<\/p>\n<p>Mas em rela\u00e7\u00e3o a essa casa, nunca tinha ouvido nenhuma hist\u00f3ria do g\u00e9nero. Era apenas uma casa velha. No entanto, tr\u00eas dos meus amigos continuavam a debitar hist\u00f3rias e mais hist\u00f3rias, cada vez mais embriagados pelo entusiasmo e pela hip\u00e9rbole.<br \/>\n\u201cEsta foi comigo!\u201d, disse o Jo\u00e3o. \u201cUma vez entrei l\u00e1 e num corredor muito escuro e vi pendurado um quadro com a imagem da Nossa Senhora com o menino Jesus ao colo. Quando voltei a passar por esse corredor, a imagem tinha mudado. Agora era uma bruxa feia como o caralho, com uma faca na m\u00e3o, a apont\u00e1-la para o beb\u00e9. Fugi logo dali para fora e nunca mais l\u00e1 voltei\u201d.<\/p>\n<p>Claro que nesta altura, os restante cinco (onde eu me inclu\u00eda) que ouviam tudo isto j\u00e1 s\u00f3 pensavam em l\u00e1 ir. \u201cOk, mostrem-nos l\u00e1 onde \u00e9 isso\u201d. Num \u00e1pice, pegamos todos nas bicicletas e arrancamos. Eu, o meu primo Ricardo, o Alexandre, o Diogo, o Lucindo, o Nelson, o Vitor e o Jo\u00e3o, oito bicicletas BMX a percorrer os quatro quil\u00f3metros cheios de descidas \u00edngremes at\u00e9 \u00e0 cidade. Parecia uma cena dos Goonies.<\/p>\n<p>Quando cheg\u00e1mos, pous\u00e1mos as bicicletas, salt\u00e1mos o muro e contorn\u00e1mos o edif\u00edcio at\u00e9 \u00e0s traseiras, onde havia algumas \u00e1rvores cujas copas ocultavam ligeiramente as nossas inten\u00e7\u00f5es. Era uma casa de dois andares. O segundo era acess\u00edvel atrav\u00e9s de uma escadaria, mas a porta estava trancada. No andar de baixo, uma das janelas estava completamente escancarada. \u201cEste \u00e9 o \u00fanico s\u00edtio que d\u00e1 para entrar\u201d, diz o Jo\u00e3o. L\u00e1 dentro s\u00f3 se via escurid\u00e3o. S\u00f3 a ideia de atravessar essa fronteira negra j\u00e1 era aterrorizante.<\/p>\n<p>N\u00e3o me lembro quem foi o primeiro a entrar. Acho que foi o Jo\u00e3o. Quando chegou a minha vez, assim que pousei ambos os p\u00e9s no assoalho rachado, senti um calafrio. Havia uma sensa\u00e7\u00e3o pesada de clandestinidade no ar, algo que nos transmitia que era errado estar ali. Prosseguimos e entr\u00e1mos no tal corredor. Era ainda mais escuro do que tinha imaginado. Sensivelmente a meio, l\u00e1 estava o quadro, ligeiramente torto na parede esquerda. \u201cEu disse-vos\u201d, reafirmou o Jo\u00e3o.<\/p>\n<p>O corredor levava a uma cozinha que parecia sa\u00edda de um <em>thriller<\/em> g\u00e9nero \u201cTexas Chainsaw Massacre\u201d. Cheiro nauseabundo, teias de aranha e imensas manchas escuras por todo o lado. \u201cQue raio de manchas s\u00e3o estas?\u201d. Come\u00e7amos a remexer os arm\u00e1rios de madeira apodrecida \u00e0 procura dos tais frascos. \u201cOlha aqui, olha aqui\u201d. Algu\u00e9m tinha encontrado um, com algo estranho l\u00e1 dentro. Dois pequenos amontoados do que parecia ser carne. Ningu\u00e9m sabia o que raio era aquilo, mas tamb\u00e9m n\u00e3o nos despertou assim tanta curiosidade. \u201cOnde est\u00e3o os \u00f3rg\u00e3os humanos?\u201d. \u201cSe calhar est\u00e3o no andar de cima, por isso \u00e9 que est\u00e1 trancado!\u201d, algu\u00e9m respondeu.<\/p>\n<p>Quando voltamos ao corredor, olhamos todos uns para os outros, antes de dar o primeiro passo. V\u00edamos a face lateral da moldura \u00e0 dist\u00e2ncia. \u201cSer\u00e1 que a imagem mudou?\u201d. S\u00f3 o pensamento era aterrador. Lentamente, fomos avan\u00e7ando. Os dois primeiros n\u00e3o olharam, seguiram em frente. Eu era o terceiro. Respirei fundo e virei a cabe\u00e7a. Quando os meus olhos pousaram na imagem, senti os meus dentes a ranger: \u201cVai-te lixar \u00f3 Jo\u00e3o, mentiroso do cara\u00e7as\u201d. Esfor\u00e7ando-se por esbo\u00e7ar surpresa no rosto, abriu os bra\u00e7os, em jeito de desalento. \u201cP\u00e1, eu vim c\u00e1 de noite. Se calhar s\u00f3 acontece de noite\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e1 c\u00e1 fora, subimos ao primeiro andar. A porta era de madeira pintada de azul e nem se mexia. O Alexandre chegou-se \u00e0 frente: \u201cEu sei abrir fechaduras, vi nos filmes como \u00e9 que \u00e9, quem tem um clip?\u201d. Ningu\u00e9m tinha, mas ap\u00f3s explorar o terreno, encontr\u00e1mos um bocado de arame. \u201cTamb\u00e9m d\u00e1\u201d. Dobrou o arame em dois e come\u00e7ou a introduzi-los na fechadura, com ar de entendido. Eu estava mesmo atr\u00e1s dele, ansioso que aquela aptid\u00e3o fosse verdadeira. Estavam mais dois ou tr\u00eas nas escadas e os restantes estavam dispersos pelo terreno.<\/p>\n<p>Os minutos passavam e os clicks n\u00e3o surtiam qualquer efeito. A determinada altura, vejo o Diogo l\u00e1 em baixo, junto \u00e0 esquina da casa a olhar para algo, noto-lhe a express\u00e3o de assombro no rosto e vejo-o a fugir, em p\u00e2nico, tentando-se esconder nos arbustos das traseiras.<br \/>\nFixo os olhos na esquina e mil e um pensamentos passam-me pela cabe\u00e7a. Todos parecem confluir numa \u00fanica interroga\u00e7\u00e3o. \u201cO que ser\u00e1 que vem l\u00e1 que \u00e9 t\u00e3o aterrador?\u201d. Alguns dos amigos nem sequer repararam no que acabou de acontecer e continuam entretidos. Os meus olhos est\u00e3o presos na esquina. Come\u00e7o a ver uma sombra negra a projetar-se no ch\u00e3o. Afinal s\u00e3o duas. Cada vez maiores. Cada vez mais pr\u00f3ximas.<\/p>\n<p>At\u00e9 que desaparecem ao dobrar da esquina, materializando-se nas fardas de dois guardas da GNR. Aterrorizado, vejo-os a correr na nossa dire\u00e7\u00e3o, ainda com o Alexandre atr\u00e1s de mim armado em arrombador profissional. \u201cAntes fossem monstros ou fantasmas\u201d, pensei para mim, \u201cEstamos tramados! Vamos presos!\u201d.<\/p>\n<p>Os guardas re\u00fanem todo o grupo. \u201cO que est\u00e3o aqui a fazer, h\u00e3?\u201d. Ningu\u00e9m responde. O meu primo arrisca uma resposta. \u201cEsta casa \u00e9\u2026 \u00e9 do meu tio!\u201d. Nesse momento, leva um estalo enorme. \u201cA andar daqui para fora!\u201d. Um a um, levamos todos uma estalada desse guarda. O outro, avia-nos apenas com um cacha\u00e7o. Sa\u00edmos a correr e agarramos nas bicicletas, que displicentemente t\u00ednhamos deixado \u00e0 frente da casa e nos tinham denunciado. Come\u00e7amos a pedalar, num misto de adrenalina e al\u00edvio. A cara ainda estava vermelha, mas nem nos import\u00e1vamos com a dor. Naquele instante, t\u00ednhamos imaginado cen\u00e1rios bem piores, como os nossos pais a nos irem buscar \u00e0 esquadra. Est\u00e1vamos safos. Saf\u00e1mo-nos com um estalo, um cacha\u00e7o e uma hist\u00f3ria para contar. N\u00e3o era um mau pre\u00e7o.<\/p>\n<p>Alguns anos mais tarde, descobri que aquela casa tinha sido de um guarda que h\u00e1 muito se tinha mudado para outra cidade. E que ele tinha sido operado \u00e0s am\u00edgdalas e tinha preservado as mesmas, num frasco com etanol.<\/p>\n<p>N\u00e3o tenho uma \u00fanica fotografia daquela casa. Alguns anos depois foi comprada por um vizinho e demolida. Mas ficou-me na mem\u00f3ria, pois foi a primeira casa com \u201cfama\u201d de ser assombrada em que eu arrisquei entrar. No entanto, a \u201ccasa assombrada\u201d que mais me arrepiava e fascinava o imagin\u00e1rio era outra. Essa, demorei um quarto de s\u00e9culo para l\u00e1 entrar.<\/p>\n<p>V\u00e3o poder conhec\u00ea-la &#8211; e acompanhar-me nessa visita &#8211; j\u00e1 este domingo.<\/p>\n<p><strong><em>[Esse texto est\u00e1 dispon\u00edvel <a href=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/paulicea-a-mansao-assombrada-da-minha-infancia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>]<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi a primeira casa com fama de assombrada onde tive coragem de entrar. E foi tamb\u00e9m o primeiro grande susto da minha vida. Tinha 12 anos. Trinta Invernos depois, chegou a altura de contar a hist\u00f3ria.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1630,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[88],"class_list":["post-1629","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cronica-inedita","tag-ghost-stories"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.9 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>UMA AVENTURA NA CASA ASSOMBRADA (prel\u00fadio)<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Foi a primeira casa com fama de ser assombrada onde tive coragem de entrar. 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