{"id":1752,"date":"2020-07-11T21:01:15","date_gmt":"2020-07-11T21:01:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/?p=1752"},"modified":"2020-07-11T21:21:31","modified_gmt":"2020-07-11T21:21:31","slug":"escudos-ideologicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/escudos-ideologicos\/","title":{"rendered":"ESCUDOS IDEOL\u00d3GICOS"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"wpsdc-drop-cap\">V<\/span>isivelmente incomodado, o Sr. Preston \u2013 autor de uma coluna de opini\u00e3o num di\u00e1rio americano \u2013 entra no escrit\u00f3rio do seu advogado, Sr. Barnes, situado no centro de Washington. Em cima da secret\u00e1ria de mogno h\u00e1 uma agenda-calend\u00e1rio com o n\u00famero 1959 no cabe\u00e7alho. Preston senta-se e vai direito ao assunto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2013 Na minha coluna da semana passada mencionei um banqueiro famoso de Nova Iorque, por existirem ind\u00edcios de liga\u00e7\u00f5es prom\u00edscuas com o poder pol\u00edtico. Por ele usar a sua influ\u00eancia com diversos senadores para pressionar a aprova\u00e7\u00e3o no congresso de legisla\u00e7\u00e3o que o beneficia.<\/p>\n<p>\u2013 Ou seja, tr\u00e1fico de influ\u00eancias e corrup\u00e7\u00e3o \u2013 diz o advogado.<\/p>\n<p>\u2013 Exatamente. Mas a parte ir\u00f3nica \u00e9 que ele n\u00e3o tentou rebater essas quest\u00f5es. Nem sequer se debru\u00e7ou sobre elas. \u00c9 como se elas tivessem deixado de existir. Limitou-se a acusar-me de antissemitismo.<\/p>\n<p>O cliente nem reparou que o advogado esbo\u00e7ara um ligeiro sorriso e prosseguiu.<\/p>\n<p>\u2013 O absurdo desta situa\u00e7\u00e3o \u00e9 que eu nem sequer sabia a religi\u00e3o dele. Apenas apontei liga\u00e7\u00f5es il\u00edcitas e promiscuas de neg\u00f3cios de um cidad\u00e3o americano. As liga\u00e7\u00f5es est\u00e3o l\u00e1, apontei factos. Curiosamente, foi ele a inserir a sua religi\u00e3o no debate. Se algu\u00e9m usou uma religi\u00e3o do ponto de vista discriminat\u00f3rio, ou seja, introduzindo-a como o motivo ou a causa de algo, foi ele. \u00c9 quase paradoxal, mas ele est\u00e1 a acusar-me do que ele pr\u00f3prio fez. Consegue compreender isto?<\/p>\n<p>\u2013 Consigo, perfeitamente, Sr. Preston.<\/p>\n<p>\u2013 \u00d3timo! Ent\u00e3o e como podemos agir judicialmente?<\/p>\n<p>\u2013 Na verdade, Sr. Preston, a minha sugest\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o o fa\u00e7a. Ali\u00e1s, sugiro que n\u00e3o fa\u00e7a nada.<\/p>\n<p>\u2013 Como assim? Ent\u00e3o ele est\u00e1 a denegrir-me, a vilipendiar-me de forma gratuita sem qualquer fundamento na pra\u00e7a p\u00fablica, a rotular-me de algo que eu n\u00e3o sou\u2026 e est\u00e1 a dizer-me que eu n\u00e3o posso fazer nada?<\/p>\n<p>\u2013 Pode fazer, Sr. Preston. O meu conselho \u00e9 que n\u00e3o o fa\u00e7a, porque socialmente pode ter repercuss\u00f5es negativas para si.<\/p>\n<p>\u2013 Repercuss\u00f5es negativas? Ent\u00e3o o il\u00edcito \u00e9 dele, em preju\u00edzo da pr\u00f3pria sociedade, e as repercuss\u00f5es sociais negativas s\u00e3o para mim?<\/p>\n<p>\u2013 Sr. Preston, o meu papel &#8211; ou a minha voca\u00e7\u00e3o, se o posso dizer &#8211; n\u00e3o \u00e9 apenas conhecer um amontoado de leis. \u00c9 saber ler a atualidade e usar essa leitura em benef\u00edcio dos meus clientes. Lembre-se que a guerra e toda a trag\u00e9dia do holocausto, tudo isso foi h\u00e1 poucos anos atr\u00e1s. As feridas desse conflito e, particularmente, do povo judeu s\u00e3o ainda muito frescas.<\/p>\n<p>O advogado \u00e9 imediatamente interrompido pelo cliente.<\/p>\n<p>\u2013 Ent\u00e3o, mas ele \u00e9 que est\u00e1 a usar a desgra\u00e7a do pr\u00f3prio povo dele como um artificio a seu benef\u00edcio! Est\u00e1 a explorar o pr\u00f3prio passado tr\u00e1gico para proveito pr\u00f3prio! A hipocrisia deste comportamento \u00e9 \u00f3bvia e a pessoas v\u00e3o percecion\u00e1-la facilmente.<\/p>\n<p>\u2013 Sr. Preston, palavras como \u201c\u00f3bvio\u201d e \u201cperce\u00e7\u00e3o\u201d, neste momento, t\u00eam uma natureza menos pragm\u00e1tica e que se aproxima mais da ambiguidade. Essa natureza n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o expect\u00e1vel como julga e j\u00e1 lhe explico porqu\u00ea. Mas primeiro, tem de perceber uma coisa.<br \/>\nOs EUA orgulham-se da sua liberdade, incluindo a religiosa, que garantiram ainda no s\u00e9culo XVIII na Primeira Emenda da Constitui\u00e7\u00e3o. Temos protestantes, cat\u00f3licos, m\u00f3rmons, ortodoxos, s\u00f3 no cristianismo temos centenas de varia\u00e7\u00f5es aut\u00f3nomas. Temos as igrejas budistas de novo em for\u00e7a no pa\u00eds, o movimento rastaf\u00e1ri e o culto a Jah est\u00e1 cada vez mais espalhado e s\u00f3 em Nova Iorque h\u00e1 seis comunidades em cinco bairros. O hindu\u00edsmo tamb\u00e9m est\u00e1 a ganhar popularidade e j\u00e1 se come\u00e7a a falar na cria\u00e7\u00e3o de uma organiza\u00e7\u00e3o dedicada ao culto a Krishna. Por amor de Deus, foi at\u00e9 criada uma religi\u00e3o chamada Cientologia h\u00e1 meia d\u00fazia de anos.<br \/>\nEste pluralismo religioso \u00e9 indissoci\u00e1vel do nascimento desta na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2013 Muito obrigado pela li\u00e7\u00e3o de Hist\u00f3ria, Sr. Barnes! Eu sou 100% defensor disso. E tenho amigos de v\u00e1rias religi\u00f5es. No entanto\u2026<\/p>\n<p>\u2013 Desculpe interromper, Sr. Preston, mas n\u00e3o pode dizer isso. Nem se atreva a escrever esse argumento na sua coluna do jornal. Isso \u00e9 conotado como uma esp\u00e9cie de subterfugio do preconceito, uma, digamos, desculpa esfarrapada para a descrimina\u00e7\u00e3o. E ser\u00e1 discriminado se o fizer.<\/p>\n<p>\u2013 Est\u00e1 a brincar comigo?<\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o estou n\u00e3o, considere-se alertado.<\/p>\n<p>Perante a estupefa\u00e7\u00e3o no rosto de Preston, o advogado prossegue.<\/p>\n<p>\u2013 Voltando ao seu assunto, lembre-se que vivemos num per\u00edodo onde a persegui\u00e7\u00e3o ao povo judeu est\u00e1 ainda muito presente na mente das pessoas. Aconteceram coisas horr\u00edveis, inimagin\u00e1veis. O discurso relativo a tudo o que tem a ver com este assunto tende a pautar-se mais pela emo\u00e7\u00e3o do que pela raz\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2013 Mas n\u00e3o fui eu que introduzi esse assunto! \u2013 Grita Preston, irritado.<\/p>\n<p>\u2013 Eu sei, Sr. Preston. Estou apenas a alert\u00e1-lo que, tendo esse assunto sido introduzido, a emo\u00e7\u00e3o vai apoderar-se da discuss\u00e3o. N\u00e3o importa quem o introduziu, com que validade ou prop\u00f3sito o fez. A rea\u00e7\u00e3o emocional ao assunto ser\u00e1 como uma bola de neve que vai dominar a discuss\u00e3o. E vai dominar a perce\u00e7\u00e3o da discuss\u00e3o, est\u00e1 a perceber o que lhe estou a dizer? N\u00e3o deve presumir que v\u00e1 prevalecer o discernimento ou o distanciamento factual. Pode conseguir que estes prevale\u00e7am nos tribunais, nas no ju\u00edzo p\u00fablico o Sr., inevitavelmente, ser\u00e1 condenado.<\/p>\n<p>\u2013 Ent\u00e3o, deixe-me ver se percebi. Temos um individuo que usa de forma vil e manipuladora essa persegui\u00e7\u00e3o aos judeus para benef\u00edcio dos seus interesses ego\u00edstas, ou seja, usa a pr\u00f3pria religi\u00e3o como escudo que visa deix\u00e1-lo imune \u00e0 critica e \u00e0 repreens\u00e3o.<\/p>\n<p>Preston abre os bra\u00e7os num gesto de pasmo e prossegue.<\/p>\n<p>\u2013 Se algu\u00e9m o acusar de algo, n\u00e3o est\u00e1 a acusar um cidad\u00e3o por um crime ou il\u00edcito espec\u00edfico. Est\u00e1, automaticamente, a perseguir um judeu?! \u00c9 isso?<\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o posso sancionar as suas palavras, Sr. Preston. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o as posso desmentir, se me percebe. Volto a dizer, s\u00e3o os tempos em que vivemos.<\/p>\n<p>\u2013 Ou seja, vivemos num tempo onde um escudo religioso pode ser usado de forma ileg\u00edtima para relativizar crimes ou atitudes conden\u00e1veis?<\/p>\n<p>O advogado ia responder, mas Preston antecipa-se.<\/p>\n<p>\u2013 Mas isso n\u00e3o \u00e9, precisamente, usar a religi\u00e3o de forma discriminat\u00f3ria? Quem \u00e9 que introduz a religi\u00e3o no discurso? Quem \u00e9 que estabelece, nem que seja \u00e0 for\u00e7a, uma rela\u00e7\u00e3o de causa efeito entre a cren\u00e7a religiosa e determinada atitude de um cidad\u00e3o?<\/p>\n<p>\u2013 Sr. Preston, mais uma vez n\u00e3o o vou desmentir. Mas n\u00e3o o aconselho a levantar essas quest\u00f5es na sua coluna de jornal. N\u00e3o lhe vai ficar bem. Lembre-se do que lhe disse h\u00e1 instantes atr\u00e1s. A opini\u00e3o p\u00fablica vai virar-se contra si. Por mais estranho que lhe possa parecer, h\u00e1 momentos em que os factos, as quest\u00f5es e a pr\u00f3pria raz\u00e3o se tornam secund\u00e1rios. Se a palavra \u201cantissemitismo\u201d entra na equa\u00e7\u00e3o, \u00e9 melhor esquecer o exerc\u00edcio, mesmo que esteja convicto que o consegue resolver. Recolha o seu caderno quadriculado e o seu l\u00e1pis, arrume-os na sua pasta e n\u00e3o pense mais nisso. Encare isso como uma autopreserva\u00e7\u00e3o da sua reputa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2013 Mas n\u00e3o consegue perceber como tudo isto \u00e9 fundamentalmente errado?<\/p>\n<p>Barnes vira-se para a estante atr\u00e1s de si e aponta para uma velha ampulheta, na expetativa que o aux\u00edlio visual possa ilustrar melhor mais uma analogia sobre o tempo, as tend\u00eancias e idiossincrasias das atualidades, o seguidismo cego e ebuliente das causas e as vicissitudes da opini\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p>\u2013 Est\u00e1 a ver aqueles gr\u00e3os? N\u00e3o est\u00e3o ali s\u00f3 para contabilizar os honor\u00e1rios dos minutos deste atendimento. Est\u00e3o ali tamb\u00e9m para me lembrar que \u00e9 meu dever aconselhar os meus clientes de acordo com a perce\u00e7\u00e3o que tenho da forma como eles v\u00e3o escorrend\u2026<\/p>\n<p>\u2013 Espere a\u00ed, est\u00e1 a dizer-me que vou ter de pagar por esta sess\u00e3o?<\/p>\n<p>\u2013 Naturalmente, Sr. Preston!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No final da d\u00e9cada de 50, um colunista de um di\u00e1rio americano aconselha-se com o seu advogado. Denunciou um crime e viu a sua den\u00fancia ser distorcida de uma forma surpreendente. A estrat\u00e9gia por tr\u00e1s dessa distor\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o inacredit\u00e1vel quanto intemporal.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1753,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[85],"tags":[],"class_list":["post-1752","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cronicas-de-um-playmobil"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.9 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>ESCUDOS IDEOL\u00d3GICOS<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Dois playmobils conversam na Am\u00e9rica dos anos 50. 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