{"id":1874,"date":"2020-12-13T10:56:22","date_gmt":"2020-12-13T10:56:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/?p=1874"},"modified":"2020-12-17T01:53:05","modified_gmt":"2020-12-17T01:53:05","slug":"uma-noite-com-drave-so-para-mim-iii-esplendida-insonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/uma-noite-com-drave-so-para-mim-iii-esplendida-insonia\/","title":{"rendered":"UMA NOITE COM DRAVE S\u00d3 PARA MIM \u00abIII \u2013 Espl\u00eandida Ins\u00f3nia\u00bb"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"wpsdc-drop-cap\">H<\/span>\u00e1 instantes, parece que vi fumo a sair da chamin\u00e9 de uma das casas abandonadas da Drave. \u201c\u00c9 imposs\u00edvel, n\u00e3o vive c\u00e1 ningu\u00e9m e estou sozinho na aldeia\u201d. Cerro os olhos em esfor\u00e7o, como fazemos quando queremos fazer um <em>refresh<\/em> ao olhar. Volto a espreitar. Nada. \u201cDevia ser a neblina do entardecer\u201d, penso, mais uma vez. Estou farto de o fazer, sentado neste ch\u00e3o de pedra, \u00e0 espera que a noite caia sobre esta aldeia deserta. \u00a0A pensar nas ru\u00ednas de cidades milenares cheias de Hist\u00f3ria que foram destru\u00eddas pelo \u00f3dio f\u00fatil que vive na cabe\u00e7a dos homens (a a\u00e7\u00e3o decorre em Junho\/2015). A pensar na cidade para onde me vou mudar daqui a um m\u00eas e na mudan\u00e7a de carreira que estou prestes a fazer. E a pensar no <a href=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/uma-noite-com-drave-so-para-mim-i-a-caminhada\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">des\u00edgnio<\/a> que me trouxe aqui. Uma noite com esta aldeia, a quem chamam de m\u00e1gica, s\u00f3 para mim.<\/p>\n<p>J\u00e1 percorri as suas ruas cheias de sil\u00eancio, j\u00e1 observei cada detalhe das montanhas que a rodeiam, j\u00e1 explorei todos os lares cujas paredes desabaram. Agora estou aqui sentado, a pensar e a imaginar. A imaginar como seria esta povoa\u00e7\u00e3o centen\u00e1ria nos seus tempos \u00e1ureos. Olho para as ru\u00ednas e imagino-as cheias de vida. A m\u00e3e que abre a janela para chamar o filho, que est\u00e1 a brincar algures por a\u00ed. O agricultor que regressa a casa e sorri ao avistar ao longe o fumo a sair da sua chamin\u00e9, adivinhando o aconchego da lareira e do calor da fam\u00edlia. O cheiro do p\u00e3o a cozer ao entardecer, feito com farinha do moinho comunit\u00e1rio da aldeia e cujo aroma, gosto de imaginar, se espalhava por todo o vale.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9364-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1908 size-large\" src=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9364-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9364-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9364-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9364-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9364-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9364-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Passam poucos minutos das 21 quando entro na casa onde vou passar a noite. Subo ao andar de cima, abro a janela e fico a observar o anoitecer. \u201cA noite e o sil\u00eancio debru\u00e7am-se sobre a aldeia m\u00e1gica\u201d, escrevo no caderno, mas n\u00e3o \u00e9 inteiramente verdade. \u00c9 um sil\u00eancio acompanhado, seja pelo som suave e distante do riacho, como por um p\u00e1ssaro que, por algum motivo, ainda encontra motivos para cantar.<\/p>\n<p>Decido que vou ignorar os beliches do andar de baixo e vou dormir aqui em cima, perto da janela \u2013 a minha \u00fanica janela para o mundo nesta noite \u2013 de onde quero ver o amanhecer. Programo o despertador no telem\u00f3vel (s\u00f3 serve para ver as horas, n\u00e3o h\u00e1 rede na aldeia) para as 05:30, junto dois bancos corridos e espalho o colchonete e o saco-cama l\u00e1 em cima. \u201cVai ser um verdadeiro desafio ao equil\u00edbrio\u201d, penso, com um sorriso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9353-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1890 \" src=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9353-683x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9353-683x1024.jpg 683w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9353-200x300.jpg 200w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9353-768x1152.jpg 768w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9353-1024x1536.jpg 1024w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9353-1365x2048.jpg 1365w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9353-scaled.jpg 1707w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Dou uma volta pela casa e exploro todas as divis\u00f5es, com o ranger das t\u00e1buas de madeira a acusar os meus passos. O andar de baixo tem poucas janelas e j\u00e1 est\u00e1 completamente \u00e0s escuras. No andar de cima, o luar vai entrando pelas v\u00e1rias janelas e, por vezes, permite-me poupar a bateria da <em>headlamp<\/em>. Encontro uma caixa de f\u00f3sforos e uma vela vermelha na cozinha. Acendo-a na mesa e preparo o meu jantar. P\u00e3o, queijo, chouri\u00e7o, uma ma\u00e7\u00e3 e um iogurte l\u00edquido. Ap\u00f3s todas as caminhadas, voltas e perip\u00e9cias do dia, sabe-me como um banquete.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9438-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1909 size-large\" src=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9438-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9438-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9438-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9438-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9438-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9438-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9425-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1910 size-large\" src=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9425-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9425-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9425-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9425-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9425-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9425-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Trouxe dois livros comigo. \u201cPortugal: 30 itiner\u00e1rios a p\u00e9\u201d \u2013 que tem um cap\u00edtulo dedicado a Drave \u2013 e \u201cUm Lugar Dentro de N\u00f3s\u201d, de Gon\u00e7alo Cadilhe. Mas a leitura que guardei para a sobremesa \u00e9 outra. Vou \u00e0 mochila e regresso com um envelope na m\u00e3o. L\u00e1 dentro est\u00e1 uma lenda &#8211; assustadora, segundo dizem &#8211; sobre esta aldeia. Decidi que seria mais emocionante esperar at\u00e9 estar c\u00e1 para a conhecer (ler cap\u00edtulos anteriores: <a href=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/uma-noite-com-drave-so-para-mim-i-a-caminhada\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">I<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/uma-noite-com-drave-so-para-mim-ii-a-pastora-anfitria\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">II<\/a>). Olho para o envelope mais uma vez. \u201cO que raio vai sair daqui?\u201d. Respiro fundo, sorrio, rasgo-o.<\/p>\n<p><em>\u201cEu n\u00e3o acredito em bruxas, mas que elas existem, existem. E em Drave existe algo&#8230;\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Meto a m\u00e3o na cabe\u00e7a e solto um sorriso nervoso. \u201cIsto come\u00e7a bem, come\u00e7a\u201d, digo para mim, antes de retomar a leitura.<\/p>\n<p><em>\u201cConta-se que os \u00faltimos habitantes na aldeia, o Sr. Joaquim e a D\u00aa. Aninhas, j\u00e1 com avan\u00e7ada idade, receberam um dia a visita de um rapazinho de 10 anos, chamado Carlitos. N\u00e3o sabiam de onde ele vinha, nem ele soube explicar. Era abandonado, aparentemente. O casal, que vivia sozinho, afei\u00e7oou-se \u00e0 crian\u00e7a e adotou-a.<\/em><\/p>\n<p><em>A sua presen\u00e7a jovial alegou os seus dias. Relembrava-lhes os tempos distantes em que os risos de crian\u00e7as se ouviam pelas ruas da aldeia. O rapaz era muito prest\u00e1vel, fazia quest\u00e3o de ajudar nas tarefas di\u00e1rias.<\/em><\/p>\n<p><em>Numa tarde de outono, foi ajudar o Sr. Joaquim a cortar lenha. Iam deitar abaixo um velho castanheiro, que lhes ia dar lenha para todo o Inverno. No entanto, quando a \u00e1rvore cedeu, caiu em cima de uma das pernas do Carlitos, esmagando-lhe o joelho e o f\u00e9mur. A fratura deve ter-lhe cortado uma art\u00e9ria, pois sangrava abundantemente. Aflito com os gritos da crian\u00e7a, o Sr. Joaquim constatou que ela, provavelmente, iria morrer ali antes de chegar ajuda da aldeia mais pr\u00f3xima, Regoufe. Respirou fundo, soltou uma ora\u00e7\u00e3o antes de fazer descer o machado sobre a sua perna.<\/em><\/p>\n<p><em>J\u00e1 com a crian\u00e7a ao colo, tentou dar os passos mais r\u00e1pidos que a sua idade permitia. N\u00e3o foram muitos. A meio do caminho, o rapaz morreu com a perda de sangue. O Sr. Joaquim, em grande agonia, percebeu que era melhor n\u00e3o levar o Carlitos de volta para casa, pois o choque seria tremendo para a sua esposa. Decidiu carregar o corpo at\u00e9 perto de Palhais, enterr\u00e1-lo e s\u00f3 depois partilhar a tr\u00e1gica not\u00edcia em casa. Assim foi.<\/em><\/p>\n<p><em>Os anos passaram e o casal foi recuperando do desgosto. Quando ambos partiram e a aldeia ficou despojada de vida, os sons arrepiantes come\u00e7aram. Gritos de agonia e choro, que se ouviam durante a tarde para os lados de palhais e durante a noite nas ruas desertas de Drave.<\/em><\/p>\n<p><em>Dizem que o esp\u00edrito do Carlitos ainda hoje assombra Drave, em busca de um corpo para habitar, tal como j\u00e1 habitara antes o de uma crian\u00e7a de 10 anos\u201d.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Dobro a folha, volto a met\u00ea-la no envelope e vou ao saco t\u00e9rmico buscar uma lata de coca-cola. \u201cQue bela hist\u00f3ria de embalar, Victor Melo\u201d, digo em voz alta, enquanto abro a janela e me sento ao parapeito. Est\u00e1 um c\u00e9u azul escuro, com imensas estrelas e uma aragem fresca. Fa\u00e7o uma careta ao provar a bebida, est\u00e1 morna. \u00c9 a segunda lata em tr\u00eas horas, mas se vou demorar um pouco mais a adormecer, n\u00e3o vai ser por causa da cafe\u00edna, certamente. \u201cN\u00e3o \u00e9 Carlitos?\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9406-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1904 size-large\" src=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9406-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9406-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9406-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9406-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9406-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9406-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Volto \u00e0 mesa e passo algumas das mem\u00f3rias do dia para o caderno.\u00a0 Consulto tamb\u00e9m alguns apontamentos sobre a aldeia, em particular sobre o trabalho volunt\u00e1rio dos escuteiros na sua recupera\u00e7\u00e3o. Imagino-os na azafama das tarefas, a erguer paredes, pedra a pedra, a colocar traves mestras, a carregar as lajes de xisto para os telhados ou no alto de uma escada a pregar a madeira das janelas. Tudo isto acompanhado pela boa disposi\u00e7\u00e3o de jovens que, juntos, decidiram abra\u00e7ar essa vida de objetivos nobres. \u00c9 esse trabalho que vai manter o legado patrimonial desta aldeia vivo. \u00c9 esse trabalho que me permite dormir aqui esta noite.<\/p>\n<p>Sou envolvido por um forte sentimento de gratid\u00e3o. Resolvo pass\u00e1-lo para o papel. As palavras sucedem-se. Emocionadas. Sentidas. Quando termino, rasgo a folha do caderno e dobro-a at\u00e9 ficar do tamanho de uma moeda. Sorrio com a ideia que acabei de ter. Resolvo esconder a mensagem algures naquela sala. Talvez a venham a descobrir no pr\u00f3ximo acampamento. Ou talvez demorem anos, muitos anos, quem sabe d\u00e9cadas a descobri-la. Quem a encontrar\u00e1? Ser\u00e1 que j\u00e1 nasceu? O que sentir\u00e1 ao ler? Fazia-lhe falta um sorriso naquele instante? Que destino lhe dar\u00e1? Essas interroga\u00e7\u00f5es e essa intemporalidade, n\u00e3o sei explicar porqu\u00ea, entusiasmam-me. Deixo que se misturem no ar, como fagulhas de uma lareira que estalam, saltam e se interla\u00e7am numa aleatoriedade que nunca compreenderemos, mas cujo calor, de uma forma ou de outra, aprendemos a sentir.<\/p>\n<p>J\u00e1 aconchegado no saco-cama, ligo o MP3 e deixo-me embalar pela voz do Jeff Buckley.<\/p>\n<p>Acordo antes do alarme tocar. Olho para a janela, ainda \u00e9 de noite l\u00e1 fora. Acendo a <em>headlamp<\/em> e aponto-a para mesa, \u00e0 procura do telem\u00f3vel para ver as horas. Tinha ideia de o ter deixado ao lado do caderno, mas n\u00e3o o encontro l\u00e1. \u201cQue raio?\u201d. Meto a <em>headlamp<\/em> na cabe\u00e7a e come\u00e7o a revirar tudo, a mochila, o saco-cama. Olho em redor, com o feixe de luz a tatear a escurid\u00e3o da sala, como um farol numa noite escura. Sinto um arrepio a atravessar-me as costas quando vejo o telem\u00f3vel pousado em cima da \u00faltima mesa, a v\u00e1rios metros de mim. Hesitante, caminho na sua dire\u00e7\u00e3o, com a luz focada nele e com tudo o resto \u00e0s escuras. A temperatura da sala parece mais fria \u00e0 medida que me aproximo. \u201cAutossugest\u00e3o, s\u00f3 pode ser autossugest\u00e3o\u201d, repito. Estendo o bra\u00e7o e agarro-o. Est\u00e1 desligado. E n\u00e3o liga. \u201c\u00c9 imposs\u00edvel, tinha mais de meia bateria quando fui dormir\u201d. Viro-me para regressar ao meu \u201cacampamento\u201d e sinto todo o sangue do meu corpo a gelar quando vislumbro um vulto atr\u00e1s de uma das mesas.<\/p>\n<p>Esfrego os olhos com for\u00e7a. \u201cN\u00e3o\u201d, afirmo em voz alta. N\u00e3o me parece que volte a adormecer ap\u00f3s o sobressalto com que acabei de acordar. Foi um milagre n\u00e3o cair da minha cama de bancos. Agarro no telem\u00f3vel, que est\u00e1 onde o tinha deixado. Ligo-o, s\u00e3o 04:58. \u201cPor meia-hora tamb\u00e9m n\u00e3o vale a pena tentar dormir mais\u201d. Tomo o pequeno almo\u00e7o, um iogurte l\u00edquido e uma barra de cereais, e monto o trip\u00e9 junto \u00e0 janela para fotografar o amanhecer. Ainda est\u00e1 escuro, mas j\u00e1 h\u00e1 p\u00e1ssaros a cantar l\u00e1 fora. A noite parece anim\u00e1-los em Drave. Ou melhor, na Drave, desculpa F\u00e1tima (ler <a href=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/uma-noite-com-drave-so-para-mim-ii-a-pastora-anfitria\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">cap\u00edtulo II<\/a>). O c\u00e9u s\u00f3 come\u00e7a a clarear por volta das 06:00. Abro as janelas e o ar fresco inunda a \u201csala das t-shirts\u201d. H\u00e1 uma densa cortina de neblina a tapar as montanhas para l\u00e1 do cruzeiro, que torna as fotografias ainda mais atmosf\u00e9ricas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9411-2-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1905 size-large\" src=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9411-2-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9411-2-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9411-2-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9411-2-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9411-2-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9411-2-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Arrumo tudo e saio da casa. H\u00e1 ainda uma pequena r\u00e9stia do orvalho da madrugada a pairar no ar, que torna mais fresca a manh\u00e3. Resolvo seguir um trilho a nordeste da aldeia, que leva a uma encosta da montanha de onde posso fotografar Drave de um \u00e2ngulo diferente.<br \/>\nVisto daqui, \u00e9 ainda mais percet\u00edvel a impon\u00eancia do solar da fam\u00edlia Martins, quando comparado com as restantes casas. Vejo tamb\u00e9m umas colmeias que ainda permanecem no topo da aldeia.<\/p>\n<p>Sento-me no ch\u00e3o e deixo-me ficar, a contemplar aquele amontoado de casas aninhadas na montanha. Parece uma pintura emoldurada em sil\u00eancio. Pouco a pouco, o sol vai subindo e clareando o vale. Permane\u00e7o por ali, imerso em contempla\u00e7\u00e3o, at\u00e9 perder a no\u00e7\u00e3o do tempo. \u201cTalvez j\u00e1 sejam 8:30, 9:00\u201d.\u00a0 Ligo o telem\u00f3vel e verifico. \u00c9 inacredit\u00e1vel, s\u00e3o 7:30. A areia parece ser mais grossa na ampulheta de Drave. Escorre devagar, tal como a vida que, durante s\u00e9culos, aqui perdurou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9499-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1911 size-large\" src=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9499-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9499-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9499-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9499-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9499-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9499-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9487-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1912 size-large\" src=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9487-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9487-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9487-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9487-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9487-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9487-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9474-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1913 size-large\" src=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9474-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9474-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9474-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9474-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9474-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9474-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Regresso \u00e0 aldeia e des\u00e7o at\u00e9 \u00e0 sua lagoa, cuja transpar\u00eancia esverdeada tento captar na m\u00e1quina fotogr\u00e1fica. \u201c\u00c9 irreproduz\u00edvel\u201d, penso, cativado pelo som fresco de uma pequena cascata que, juntamente com o sol, enche a lagoa de v\u00e1rias tonalidades de verde. H\u00e1 uma fogueira apagada l\u00e1 ao lado, testemunho de um outro ser\u00e3o. \u201cTamb\u00e9m ter\u00e3o decidido ter a aldeia s\u00f3 para eles?\u201d, pergunto-me, com um sorriso.<br \/>\nVolto \u00e0s ruas de xisto, exploro mais ru\u00ednas, espreito para dentro de velhos espigueiros, sento-me numa mesa de pedras e lajes empilhadas e fa\u00e7o de conta que escrevo enquanto a m\u00e1quina conta at\u00e9 dez no trip\u00e9. Ando por l\u00e1 um pouco \u00e0 toa, como quem procura desculpas para n\u00e3o partir.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9536-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1914 size-large\" src=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9536-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9536-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9536-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9536-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9536-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9536-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9392-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1916 size-large\" src=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9392-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9392-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9392-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9392-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9392-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9392-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9522-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1915 size-large\" src=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9522-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9522-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9522-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9522-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9522-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9522-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A determinada altura, dou por mim perante uma bifurca\u00e7\u00e3o que me \u00e9 familiar. \u00c9 daqui que parte o caminho que leva \u00e0s misteriosas ru\u00ednas que ficam al\u00e9m do Vale de Palhais. A tenta\u00e7\u00e3o \u00e9 grande. Vejo as horas, s\u00e3o quase 10. \u201cAinda \u00e9 cedo\u201d. Metade de mim quer percorr\u00ea-lo. Partir em busca desse territ\u00f3rio proibido, dessa visita que tanto me desaconselharam, <a href=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/uma-noite-com-drave-so-para-mim-ii-a-pastora-anfitria\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">24 horas antes<\/a>. Apetece-me dar o primeiro passo. S\u00f3 preciso de dar o primeiro passo. Mas n\u00e3o dou. A outra metade est\u00e1 cansada, ainda tem duas horas de caminhada pela frente. Quer ir para casa.<\/p>\n<p>Decido que \u00e9 melhor abandonar Drave com um pretexto para regressar. Com um motivo para inspirar novas linhas. \u00c9 suficiente para deixar ambas as metades a sorrir. Meto a mochila \u00e0s costas e arranco. Quando passo pelo cruzeiro, paro e olho para tr\u00e1s e deixo escapar um sorriso do tamanho do mundo, quando digo: \u201cUm dia voltarei \u00e0 Drave\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9572-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1917 size-large\" src=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9572-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9572-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9572-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9572-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9572-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_9572-2048x1366.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Nota: No nosso\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/cronicasmadrugada\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Facebook<\/a>\u00a0 foi publicado um <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/media\/set\/?vanity=cronicasmadrugada&amp;set=a.2992098064351492\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00e1lbum<\/a> com imensas\u00a0 fotografias in\u00e9ditas (77) que n\u00e3o integraram os tr\u00eas cap\u00edtulos desta aventura.\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A noite debru\u00e7a-se sobre Drave. A caminhada, o calor, as hist\u00f3rias e os encontros e desencontros ao longo do caminho, tudo isso culmina aqui. Numa janela que me \u00e9 estranha e numa paisagem que se torna cada vez mais familiar. Daqui a pouco vai ser escuro, o sil\u00eancio vai invadir este vale e eu vou ter esta aldeia deserta e m\u00e1gica s\u00f3 para mim. <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1876,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[89],"class_list":["post-1874","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cronica-inedita","tag-sozinho-em-drave"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.9 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>UMA NOITE COM DRAVE S\u00d3 PARA MIM \u00abIII \u2013 Espl\u00eandida Ins\u00f3nia\u00bb<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Decidi fazer o trilho que atravessa as montanhas e passar uma noite com Drave s\u00f3 para mim. 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