{"id":209,"date":"2015-03-02T15:51:19","date_gmt":"2015-03-02T15:51:19","guid":{"rendered":"http:\/\/cronicasdamadrugada.com\/wpc\/?p=209"},"modified":"2019-05-08T23:43:29","modified_gmt":"2019-05-08T23:43:29","slug":"a-serbian-cronic","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/a-serbian-cronic\/","title":{"rendered":"A SERBIAN CRONIC"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8220;Todos voc\u00eas que est\u00e3o aqui, j\u00e1 sabem ao que v\u00eam\u201d<\/em>. \u00c0 medida que as palavras de Ant\u00f3nio Reis ecoaram pelo audit\u00f3rio do Rivoli, senti-os estremecer pela segunda vez. O primeiro abalo, esse ocorrera minutos antes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Convidara um grupo de amigos para uma sess\u00e3o do Fantasporto. Todos os anos, o festival apresenta um filme choque. Um filme que n\u00e3o deixa ningu\u00e9m indiferente, que entra no \u00e2mago, revira emo\u00e7\u00f5es e desperta acesas conversas noite dentro. Ou seja, ideal para visionar em grupo. Nesta edi\u00e7\u00e3o (2011), esse papel estava atribu\u00eddo: \u201cA Serbian Film\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A todos tinha sugerido que evitassem qualquer tipo de pesquisa sobre o filme. Que tal poder-lhes-ia amputar severamente a experi\u00eancia de visionamento. Afinal, nenhum choque \u00e9 genu\u00edno se contamos com ele, muito menos os efeitos sensoriais que da\u00ed adv\u00eam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atravessada a cortina de veludo da entrada da sala, felicitei os seis por terem acatado a sugest\u00e3o. <em>\u201cTodos os outros convidados n\u00e3o est\u00e3o aqui. Desistiram\u201d<\/em>. Doze pares de olhos cruzaram-se de imediato, fugazes como gazelas assustadas perante um s\u00fabito rugido emanado da selva. \u201c<em>Mas\u2026 tem muito terror? N\u00e3o suporto filmes de terror\u201d<\/em>, disse um. <em>\u201cMas, mas espera a\u00ed\u2026\u201d<\/em> balbuciou outra. Por entre um sorriso rapinado a Jack Nicholson, soltei um matreiro <em>\u201cdon\u2019t worry\u201d<\/em>. Afinal, agora era tarde para hesita\u00e7\u00f5es. Estava transposta a fronteira. Estava ultrapassado o ponto de n\u00e3o retorno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 medida que o co-director do festival continuava a apresentar o filme \u00e0 audi\u00eancia, o nervoso miudinho crescia \u00e0 minha volta. E nada o parecia atenuar, nem quando Ant\u00f3nio Reis afirmou: <em>\u201co bom cinema n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 feito de filmes f\u00e1ceis\u201d<\/em>. Convenhamos, era imposs\u00edvel atenuar. Na mente deles ainda pairava &#8211; acredito &#8211; a gorda lista de pa\u00edses onde o filme tinha sido banido, proferida momentos antes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cMas afinal para o que me trouxeste, Victor?\u201d<\/em>, pergunta Caldevilla. Na realidade, eu pr\u00f3prio n\u00e3o sabia responder a essa quest\u00e3o. Apenas conhecia a reputa\u00e7\u00e3o do filme e n\u00e3o o seu conte\u00fado \u2013 excepto duas cenas isoladas, partilhadas casualmente por um amigo. Tinha sido essa reputa\u00e7\u00e3o a levar-me ali. Estava convicto que ir ser o filme mais provocante do festival e que nenhum de n\u00f3s lhe ia ficar indiferente. E tudo o que detona a indiferen\u00e7a deve ser vivenciado colectivamente, pois \u00e9 desses estilha\u00e7os que surgem as conversas mais fascinantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A sala escurece e o filme s\u00e9rvio come\u00e7a a rodar. A apreens\u00e3o \u00e9 espessa, quase palp\u00e1vel.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-large wp-image-215 aligncenter\" src=\"http:\/\/cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/A-Serbian-Film-3-1024x426.jpg\" alt=\"A Serbian Film 3\" width=\"1024\" height=\"426\" srcset=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/A-Serbian-Film-3-1024x426.jpg 1024w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/A-Serbian-Film-3-600x250.jpg 600w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/A-Serbian-Film-3-300x125.jpg 300w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/A-Serbian-Film-3.jpg 1440w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tema, finalmente, apresenta-se. Retrata o submundo da produ\u00e7\u00e3o de filmes reais onde se mistura pornografia com sadismo e viol\u00eancia. Numa das cenas, vislumbro a silhueta ao meu lado esquerdo de uma mulher numa esp\u00e9cie de convuls\u00e3o a tentar libertar-se de um colete-de-for\u00e7as, que s\u00e3o os bra\u00e7os do acompanhante, que tenta a todo o custo acalm\u00e1-la e mant\u00ea-la sentada. Caldevilla est\u00e1 ao meu lado e deixa escapar um sorriso nervoso, algo comprometido. Foi ele que convidou o casal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cena assombra-se. A sombra apodera-se da sala, da minha cadeira, arrepia-me as costas. O espectador da frente contorce-se, Caldevilla mete a m\u00e3o na cabe\u00e7a e a rapariga do lado esquerdo j\u00e1 fugiu pelo corredor. Olho para tr\u00e1s e naquele movimento cadenciado da cortina da sa\u00edda ainda a abanar, n\u00e3o consigo evitar um sorriso nost\u00e1lgico.<div class=\"simplePullQuote right\"><p>tudo o que detona a indiferen\u00e7a deve ser vivenciado colectivamente, pois \u00e9 desses estilha\u00e7os que surgem as conversas mais fascinantes<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como nas experi\u00eancias de quase-morte, onde horas supostamente se reduzem a segundos, naquele instante vejo-me nos tempos de universidade, a preparar uma reportagem para o jornal universit\u00e1rio. Atarefado e desorganizado, imerso numa pan\u00f3plia de material relativo ao tema do lado obscuro da internet, enquanto ve\u00edculo de distribui\u00e7\u00e3o de um mercado de conte\u00fados audiovisuais macabros. Filmagens reais de viola\u00e7\u00f5es, assassinatos, tortura, tudo o que a imagina\u00e7\u00e3o mais distorcida possa conceber. Vi v\u00eddeos, li relat\u00f3rios de pol\u00edcia, recolhi testemunhos de utilizadores, acedi a sites onde esse material \u00e9 transaccionado. Os mais superficiais pois os mais densos s\u00e3o inacess\u00edveis aos jornalistas, quanto mais a um estudante de jornalismo. Esse trabalho chocou-me, mexeu comigo. Mas nunca recuei. A minha fome de realidade era maior. N\u00e3o era curiosidade que me movia. Era a fome de realidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"  wp-image-216 alignleft\" src=\"http:\/\/cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/A-Serbian-Film-2-1024x426.jpg\" alt=\"A Serbian Film 2\" width=\"630\" height=\"262\" srcset=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/A-Serbian-Film-2-1024x426.jpg 1024w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/A-Serbian-Film-2-600x250.jpg 600w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/A-Serbian-Film-2-300x125.jpg 300w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/A-Serbian-Film-2.jpg 1440w\" sizes=\"auto, (max-width: 630px) 100vw, 630px\" \/>Afinal de contas, esse mundo paralelo existe. \u00c9 obscuro, sobrevive abaixo do radar da maioria das pessoas, mas existe. Como em qualquer mercado, havendo procura, existir\u00e1 sempre oferta. E os fetiches e as parafilias s\u00e3o quase infinitas, tal como a capacidade de as satisfazer por um pre\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cortina ainda ondula e d\u00e1 tempo ao sorriso de se estender tamb\u00e9m a uma caricata conversa com um amigo, fot\u00f3grafo de est\u00fadio, sobre o lado gr\u00e1fico do fotojornalismo. Ele defendia a sem\u00e2ntica est\u00e9tica da fotografia e contorcia-se na cadeira do bar \u00e0 medida que eu lhe ia mostrando fotos do World Press Photo, num port\u00e1til que tinha pedido emprestado por uns minutos a um desconhecido da mesa do lado. O monge budista em chamas no protesto contra a persegui\u00e7\u00e3o do governo vietnamita, a execu\u00e7\u00e3o do vietcong, as crian\u00e7as queimadas pelo napalm, o massacre dos refugiados no L\u00edbano, entre muitas outras imagens que fazem parte de um conjunto de fotos que se tornaram ic\u00f3nicas porque, dentro do seu contexto sociopol\u00edtico, s\u00e3o cruamente reais. Retratam a realidade tal como ela \u00e9, sem filtros, que \u00e9 como o jornalismo deve operar nessas circunst\u00e2ncias. Nos acidentes, admito a preocupa\u00e7\u00e3o eufem\u00edstica, porque entra em causa a explora\u00e7\u00e3o gratuita de um acontecimento fortuito. O chamado sensionalismo. Mas nos casos onde a realidade deve ser denunciada, qualquer eufemismo usado para acalentar a sensibilidade do espectador &#8211; que se recusa a presenciar\/reconhecer esse lado negro da realidade \u2013 entra no campo da censura e apenas serve dois prop\u00f3sitos: Obstaculizar a verdadeira percep\u00e7\u00e3o dessa realidade e fomentar a sua continuidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Informar \u00e9 dar a conhecer a realidade que se quer desconhecida. \u00c9 apontar-lhe o dedo, denunci\u00e1-la. Se o espectador se sente incomodado com as imagens, basta imaginar o n\u00edvel de inc\u00f3modo dos que vivem a realidade fotografada\/filmada, para constatar que esse exerc\u00edcio psicol\u00f3gico de autocensura \u00e9 quase ego\u00edsta. Sei que \u00e9 confort\u00e1vel n\u00e3o saber, n\u00e3o ver, n\u00e3o imaginar. Mas acho que a minha fome de realidade sempre foi mais teimosa e ultrapassou o meu conforto e o meu sentido de auto-preserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-217 alignright\" src=\"http:\/\/cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/A-serbian-Film-4.jpg\" alt=\"A serbian Film 4\" width=\"293\" height=\"312\" srcset=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/A-serbian-Film-4.jpg 450w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/A-serbian-Film-4-282x300.jpg 282w\" sizes=\"auto, (max-width: 293px) 100vw, 293px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em linguagens e moldes diferentes, o cinema tamb\u00e9m pode desempenhar esse papel denunciador, onde usa a hip\u00e9rbole como forma de\u00a0choque para alertar o espectador para determinada realidade. Se lhe der um ligeiro encosto eufem\u00edstico, o espectador permanece entretido, mas inc\u00f3lume. Se lhe der um encontr\u00e3o, ele estremece e nunca esquecer\u00e1 o tema e, em maior ou menor escala, \u00e9 iniciado um processo de consciencializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 por isso que estou farto de levar pancada deste filme visceral neste audit\u00f3rio do Rivoli. Estou chocado, desconfort\u00e1vel e at\u00e9 com alguns hematomas sensoriais, mas satisfeito por ter decidido enfrent\u00e1-lo, pois reconhe\u00e7o-lhe um prop\u00f3sito: Um bramido de alerta para a exist\u00eancia da realidade retratada, usando um encontr\u00e3o para que ningu\u00e9m lhe fique indiferente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todos os fen\u00f3menos conden\u00e1veis do mundo sobrevivem na obscuridade. Vivem de forma rept\u00edcia no sil\u00eancio, alimentam-se da ignor\u00e2ncia das massas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua exist\u00eancia.<br \/>\nDesde as produ\u00e7\u00f5es pornogr\u00e1ficas com viola\u00e7\u00f5es reais controladas pelas m\u00e1fias russas, ao tr\u00e1fico humano na Tail\u00e2ndia para esclavagismo sexual, \u00e0s \u201cescravas brancas\u201d dos Balc\u00e3s, \u00e0 pedofilia que n\u00e3o tem limites ou fronteiras, h\u00e1 todo um conjunto de fen\u00f3menos cuja abordagem eufem\u00edstica n\u00e3o s\u00f3 prejudica a percep\u00e7\u00e3o das suas reais dimens\u00f5es, como at\u00e9 pode servir de adubo passivo, que fertiliza a sua continuidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As lambadas continuam a emergir do negrume da sala, mas n\u00e3o arredo p\u00e9. Permane\u00e7o no ringue, teimoso e ensanguentado, e digo, entredentes, <em>\u201cOk Serbian\u2026. give me you best shot\u201d<\/em>.<br \/>\nE neste momento ainda n\u00e3o fa\u00e7o ideia que horas mais tarde vou entrevistar o realizador e que este ia ficar entusiasmado por constatar que a minha vis\u00e3o sobre o des\u00edgnio do filme correspondia \u00e0 sua, enquanto criador, que simultaneamente o concebeu como uma alegoria e uma den\u00fancia. N\u00e3o fazia ideia que o filme ia vencer o Pr\u00e9mio Especial do J\u00fari do festival. E n\u00e3o fazia ideia que o casal que abandonou a projec\u00e7\u00e3o estava num primeiro encontro e que o meu amigo Caldevilla, amigo do rapaz, o tinha convencido a ver o filme por causa da minha sugest\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cPodes ir \u00e0s cegas\u201d<\/em>, ter-lhe-\u00e1 dito.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2011 convidei 15 amigos para uma sess\u00e3o do Fantasporto, para assistir ao filme choque daquela edi\u00e7\u00e3o do festival. Implorei-lhes que n\u00e3o pesquisassem nada sobre o filme. Nove n\u00e3o resistiram \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o e foram ao Google. Desistiram do visionamento. Esta \u00e9 a hist\u00f3ria dos seis que n\u00e3o sabiam ao que iam.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":210,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-209","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cronica-inedita"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.9 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>A SERBIAN CRONIC<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Cr\u00f3nica sobre a experi\u00eancia de visionamento de um dos filmes mais chocantes e pol\u00e9micos de sempre, A Serbian Film. 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