{"id":773,"date":"2017-10-11T20:07:31","date_gmt":"2017-10-11T20:07:31","guid":{"rendered":"http:\/\/cronicasdamadrugada.com\/wpc\/?p=773"},"modified":"2023-10-19T11:59:57","modified_gmt":"2023-10-19T11:59:57","slug":"uma-caminhada-na-floresta-das-almas-perdidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/uma-caminhada-na-floresta-das-almas-perdidas\/","title":{"rendered":"UMA CAMINHADA NA FLORESTA DAS ALMAS PERDIDAS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"wpsdc-drop-cap\">A<\/span>quela noite de Outubro come\u00e7ava a cair, quando o est\u00e1dio se levantou em peso num fervente aplauso. O Quaresma saiu do banco e come\u00e7ou a aquecer. Eu estava l\u00e1 no meio, de cachecol ao pesco\u00e7o, a contribuir para o barulho. Bati palmas com toda a for\u00e7a, com um sorriso do tamanho da Invicta, muito longe de imaginar que a 70 quil\u00f3metros de dist\u00e2ncia, um intruso estava escondido na casa onde cresci.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Poucos minutos passaram at\u00e9 o Quaresma ser chamado pelo treinador do F.C. Porto. Ia entrar na partida. Mais uma vez, o trov\u00e3o das palmas. E n\u00e3o s\u00f3. 40 mil pessoas gritavam a plenos pulm\u00f5es o nome de um \u00eddolo cuja utiliza\u00e7\u00e3o era cada vez mais escassa no reino do Drag\u00e3o. Eu tamb\u00e9m gritei. Como poderia n\u00e3o gritar?\u00a0 Em \u00c1gueda, o intruso percorria a sala onde eu via desenhos animados, onde festejei tantos anivers\u00e1rios, onde vivi tantos anos felizes. H\u00e1 algo que reluz. \u00c9 a\u00e7o, \u00e9 frio. O intruso tem uma faca na m\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma m\u00e3o cheia de minutos. Bastaram cinco minutos para os astros se alinharem numa noite aparentemente imaculada. O Quaresma recebe a bola de Brahimi no bico da \u00e1rea, finta um advers\u00e1rio, flete para o centro e dispara com o p\u00e9 direito. O Guarda-redes do Atl\u00e9tico de Bilbao ainda toca na bola, mas o golo \u00e9 impar\u00e1vel. Nada poderia parar aquele golo, n\u00e3o naquela noite. Saltei, vibrei, se calhar at\u00e9 chorei. Choraram todos. L\u00e1grimas de alegria, pois um momento daqueles apaga qualquer tristeza. Tanto mais se apagaria naquela noite.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O cigano corre 40 metros. \u00c9 travado no centro do relvado, pelo abra\u00e7o do Danilo. Puxa violentamente a camisola com ambas as m\u00e3os em dire\u00e7\u00e3o ao c\u00e9u, num misto de raiva e euforia. Estica-a tanto que quase a rasga. Nesse momento, j\u00e1 o sangue tinha inundado o ch\u00e3o da cozinha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sopro final zuniu 15 minutos depois. O homem de negro encheu o peito e descarregou os pulm\u00f5es no apito. Mais um trov\u00e3o. Mais um, numa tempestade que parecia t\u00e3o perfeita.<br \/>\nN\u00e3o abandonei a bancada, deixei-me ficar. Os instantes morrem r\u00e1pido e eu queria perpetuar aquele. Acho que choveu nessa noite. E eu, que detesto conduzir com chuva, percorri animado cada quil\u00f3metro do alcatr\u00e3o encharcado da A1 rumo a \u00c1gueda, a falar pelos cotovelos sobre a partida. Uma partida que eu nunca iria esquecer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A chuva neste momento j\u00e1 n\u00e3o era t\u00e3o agrad\u00e1vel. Escorria do telhado e eu n\u00e3o encontrava a chave. At\u00e9 que me lembrei que tinha deixado a porta destrancada. Estranhei ver a luz desligada. \u201cAinda nem sequer s\u00e3o 23 horas\u201d. E, no entanto, ali dentro, as horas tinham parecido dias. Arrastavam-se, vagarosas, penosas. Talvez tenham passado semanas para quem as viveu. D\u00e9cadas, quem sabe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Avancei at\u00e9 \u00e0 sala e estava tudo fora de s\u00edtio. O sof\u00e1 arrastado, o candeeiro tombado, os quadros no ch\u00e3o, onde tamb\u00e9m repousam pequenas po\u00e7as de um l\u00edquido qualquer, cuja cor \u00e9 dissimulada pela tijoleira cor-de-vinho. Abaixo-me, passo o dedo, o l\u00edquido \u00e9 morno. Quando viro a ponta do indicador para o meu rosto, noto tamb\u00e9m que \u00e9 espesso, vivo; vermelho.<\/p>\n<p>Sinto um toque no meu ombro direito. \u201cN\u00e3o te preocupes que vamos por tudo no s\u00edtio\u201d, ou\u00e7o, numa voz familiar. Volto-me e n\u00e3o vejo ningu\u00e9m. O Jos\u00e9 Pedro Lopes j\u00e1 se dirige, apressado, para outro lado qualquer da casa, n\u00e3o sem antes se virar e complementar: \u201cAh, e isso sai tudo com \u00e1gua\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 j\u00e1 o quarto dia de filmagens do filme \u201cA Floresta das Almas Perdidas\u201d, o terceiro na minha casa, que cedi para parte da produ\u00e7\u00e3o deste projecto. E que projecto! Um filme de terror portugu\u00eas. Um cen\u00e1rio raro no panorama cinematogr\u00e1fico nacional, um sonho dif\u00edcil de alcan\u00e7ar que uma equipa jovem decidiu perseguir. Na algibeira, um or\u00e7amento irris\u00f3rio e uma vontade abastada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_4938.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-800 size-large\" src=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_4938-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_4938-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_4938-600x400.jpg 600w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_4938-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_4938-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Sentada no sof\u00e1, L\u00edgia Roque aproveita agora para relaxar. Morreu 11 vezes na cozinha at\u00e9 o derradeiro take definir o assassinato perfeito. A faca era retr\u00e1ctil, mas os golpes nas costelas foram reais. Ao seu lado, o intruso, que afinal era uma intrusa, Daniela Love, que descansa alguns minutos antes de atacar a pr\u00f3xima v\u00edtima. Sim, v\u00e3o ser assassinadas mais pessoas na minha casa, mas isso ser\u00e1 a sala escura do cinema a contar.<\/p>\n<figure id=\"attachment_787\" aria-describedby=\"caption-attachment-787\" style=\"width: 268px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-787 \" src=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-3-200x300.jpg\" alt=\"floresta 3\" width=\"268\" height=\"402\" srcset=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-3-200x300.jpg 200w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-3.jpg 440w\" sizes=\"auto, (max-width: 268px) 100vw, 268px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-787\" class=\"wp-caption-text\">Fotografia: Francisco Lobo<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 v\u00e1rias coisas que me ligam a este projecto. O facto de ser amigo pessoal do realizador, Jos\u00e9 Pedro Lopes e da produtora, Ana Almeida. Ter sido filmado na minha cidade natal, \u00c1gueda; na pacata povoa\u00e7\u00e3o onde passei a inf\u00e2ncia e a adolesc\u00eancia, Vale Domingos; na casa onde cresci; na serra que tantas vezes percorri, Caramulo. E, por \u00faltimo, para al\u00e9m de todo um grupo fenomenal que tive a sorte de conhecer e acompanhar, por uma importante li\u00e7\u00e3o que aprendi durante a caminhada nesta Floresta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo come\u00e7ou algures em 2012, quando o Jos\u00e9 Pedro Lopes me abordou com uma ideia para uma longa-metragem. Alguns meses depois, j\u00e1 no ano seguinte, enviou-me o argumento e pediu-me ajuda no scouting (procura de localiza\u00e7\u00f5es para filmar). A minha casa ele j\u00e1 tinha em vista, mas precisava de uma floresta densa e sombria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O cen\u00e1rio da \u201cFloresta das Almas Perdidas\u201d \u00e9 inspirado em Aokigahara, uma vasta e densa floresta no sop\u00e9 do monte Fuji, no Jap\u00e3o, que se tornou conhecida pela pr\u00e1tica do suic\u00eddio.<br \/>\nA rela\u00e7\u00e3o da morte com a floresta \u00e9 secular. No Jap\u00e3o feudal, era l\u00e1 praticado o Ubasute, uma forma tradicional de eutan\u00e1sia, onde um familiar doente ou idoso era abandonado para morrer num local remoto. Com a passagem dos anos, a floresta ganhou fama de assombrada. Nas povoa\u00e7\u00f5es pr\u00f3ximas, acreditava-se que a Aokigahara era povoada por milhares de Yurei, esp\u00edritos confusos, tristes ou revoltados com o seu cruel destino. Ningu\u00e9m ousava l\u00e1 entrar, a n\u00e3o ser para morrer.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_5098-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-783 size-large\" src=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_5098-2-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_5098-2-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_5098-2-600x400.jpg 600w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_5098-2-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/10622836_10205260192893916_4342403157226304224_n-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-804 size-full\" src=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/10622836_10205260192893916_4342403157226304224_n-2.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"960\" srcset=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/10622836_10205260192893916_4342403157226304224_n-2.jpg 640w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/10622836_10205260192893916_4342403157226304224_n-2-600x900.jpg 600w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/10622836_10205260192893916_4342403157226304224_n-2-200x300.jpg 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Em 1960, o escritor Seich\u014d Matsumoto publica o livro \u201cKuroi Jukai\u201d (traduz-se: Mar negro de \u00e1rvores), que conta a hist\u00f3ria de dois amantes que se decidem suicidar em Aokigahara, por acreditarem que esse acto tr\u00e1gico-rom\u00e2ntico perpetuaria o seu amor por toda a eternidade.<\/p>\n<p>Num fen\u00f3meno de culto liter\u00e1rio muito similar ao que viria a ocorrer mais tarde com o livro do italiano Frederico Moccia, \u201cHo voglia di te\u201d (Quero-te a ti) &#8211; que iconizou o acto de prender um cadeado numa ponte (a tradi\u00e7\u00e3o come\u00e7ou numa ponte romana e rapidamente se espalhou por todo o mundo) &#8211; o livro de Matsumoto enraizou ainda mais a negra iconicidade do local. Desde ent\u00e3o, a floresta tornou-se um destino popular para o suic\u00eddio, com dezenas ou centenas de ocorr\u00eancias por ano. \u00c9 frequente o livro de Mastumoto repousar nas m\u00e3os dos mortos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_799\" aria-describedby=\"caption-attachment-799\" style=\"width: 774px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-9.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-799\" src=\"http:\/\/cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-9-1024x576.jpg\" alt=\"\" width=\"774\" height=\"436\" srcset=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-9-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-9-600x338.jpg 600w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-9-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-9-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-9.jpg 1326w\" sizes=\"auto, (max-width: 774px) 100vw, 774px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-799\" class=\"wp-caption-text\">Fotografia: Francisco Lobo<\/figcaption><\/figure>\n<p>Devia ter 17, talvez 18 anos quando entrei l\u00e1 pela primeira vez. Lembro-me de pousar a mochila na caruma e olhar para cima, espantado. Parecia de noite e no entanto o sol ardia no c\u00e9u. As \u00e1rvores eram t\u00e3o altas e as suas copas t\u00e3o densas que filtravam quase toda a claridade. Quando o sol estava a pique, a floresta era perfurada por in\u00fameras l\u00e2minas de luz, que ziguezagueavam \u00e0 nossa volta. Durante o resto do dia, o escudo verde afastava essas investidas. Apelidei-a de \u201cfloresta negra\u201d, em honra da cong\u00e9nere alem\u00e3. \u00c9 um pequeno bosque no caramulo, \u00e0 esquerda da subida final que leva ao Cabe\u00e7o da Neve.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_4948.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-779 aligncenter\" src=\"http:\/\/cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_4948-683x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"353\" height=\"529\" srcset=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_4948-683x1024.jpg 683w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_4948-600x900.jpg 600w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_4948-200x300.jpg 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 353px) 100vw, 353px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Quando li o argumento, imaginei de imediato esse local como um dos palcos que o Jos\u00e9 Pedro Lopes pretendia para o filme. Penso que ele se apaixonou por ele na primeira visita. Seguiram-se mais visitas, viagens, carros abarrotados com material, enforcamentos, filmagens, entre simp\u00e1ticos almo\u00e7os num restaurante familiar que nos servia a qualquer hora, desde que a refei\u00e7\u00e3o fosse roj\u00f5es de porco.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_4977.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-781 size-large aligncenter\" src=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_4977-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_4977-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_4977-600x400.jpg 600w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_4977-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Anos depois, na estreia no Fantasporto\u201917, eu iria estar colado \u00e0 cadeira do Rivoli e absolutamente deliciado com a forma como o Jos\u00e9 Pedro Lopes e o Francisco Lobo (director de fotografia) captaram a atmosfera do local. \u00c9 dif\u00edcil descrever todo o trabalho art\u00edstico, po\u00e9tico, est\u00e9tico, sem\u00e2ntico que conseguiram extrair daquele pequeno bosque. Nem faz sentido descrever. H\u00e1 coisas que existem para ser experienciadas na tela e n\u00e3o na p\u00e1gina de um texto. E, como v\u00e3o descobrir mais l\u00e1 para a frente, telas n\u00e3o v\u00e3o faltar.<\/p>\n<figure id=\"attachment_797\" aria-describedby=\"caption-attachment-797\" style=\"width: 949px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-7.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-797 size-full\" src=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-7.jpg\" alt=\"\" width=\"949\" height=\"709\" srcset=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-7.jpg 949w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-7-600x448.jpg 600w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-7-300x224.jpg 300w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-7-768x574.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 949px) 100vw, 949px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-797\" class=\"wp-caption-text\">Fotografia: Jos\u00e9 Pedro Lopes<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma espessa gota vermelha estatela-se na tijoleira branca. Segue-se outra. E outra. A ferida \u00e9 grave. \u201cTem de sangrar um pouco mais\u201d, alerta o realizador. Pedro Santasmarinas \u2013 assistente de realiza\u00e7\u00e3o \u2013 surge de imediato com um garraf\u00e3o nas m\u00e3os, que parecem as de um assassino psicopata, \u201censanguentadas\u201d dos dedos aos cotovelos. Sorri ao verter mais algumas gotas. Foi ele que criou o sangue artificial que est\u00e1 a ser usado no filme. Inspirou-se na receita usada pelo Sam Raimi no cl\u00e1ssico \u201cEvil Dead\u201d (1981). Xarope de milho, corante alimentar vermelho, natas n\u00e3o l\u00e1cteas e uma pequena quantidade de corante azul. Sendo o filme a preto e branco, \u00e9 necess\u00e1rio escurecer um pouco mais o sangue. O realismo impera na \u201cFloresta das Almas Perdidas\u201d. O mesmo realismo que na noite seguinte iria causar calafrios \u00e0 equipa de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_4467-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-793 size-large\" src=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_4467-2-1024x683.jpg\" alt=\"IMG_4467-2\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_4467-2-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_4467-2-600x400.jpg 600w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_4467-2-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passam poucos minutos das 22 horas e um nervoso lamurio ecoa por toda a povoa\u00e7\u00e3o de Vale Domingos. \u00c9 um som estranho, uma esp\u00e9cie de choro motorizado.<\/p>\n<p>Est\u00e3o a filmar um atropelamento e nas imagens no interior do carro \u00e9 preciso captar a Daniela Love ao volante. Para al\u00e9m da v\u00edtima que est\u00e1 prestes a ser passada a ferro no asfalto, s\u00f3 h\u00e1 mais um pequeno obst\u00e1culo: A actriz n\u00e3o sabe conduzir. Percorre algumas dezenas de metros com o acelerador a fundo na primeira mudan\u00e7a. O carro queixa-se, mas o espet\u00e1culo tem de continuar. A equipa de imagem faz a sua magia e a cena \u00e9 bem-sucedida. Seguem-se as sequ\u00eancias em velocidade. O realizador passa para o volante. O carro \u00e9 dele. A fome de realismo tamb\u00e9m. A produtora e esposa, Ana Almeida, v\u00ea-lhe a determina\u00e7\u00e3o no olhar. \u201cTem cuidado, Z\u00e9\u201d, alerta. O condutor faz um aceno, engrena a marcha-atr\u00e1s at\u00e9 ao ponto de partida.<br \/>\n\u00c9 uma recta longa e s\u00f3 com mato \u00e0 volta, escolhida a dedo para esta cena. A acelera\u00e7\u00e3o \u00e9 feroz, o ponteiro do conta-quil\u00f3metros sobe a pique e o Mercedes passa pela equipa como uma flecha. Take 1! Ao terceiro ou quarto take, surgem tr\u00eas indiv\u00edduos. Um deles, traz uma carabina de press\u00e3o de ar ao ombro.<\/p>\n<p>Surpreendida e expectante, a equipa de filmagem aguarda em sil\u00eancio, quebrado pelo indiv\u00edduo mais alto, ap\u00f3s uma longa e cinematogr\u00e1fica baforada no cigarro: \u201cO que se passa por aqui, h\u00e3?\u201d. O Jos\u00e9 Pedro Lopes cumprimenta-os e contextualiza toda a situa\u00e7\u00e3o. O trio explica que os habitantes estavam a estranhar as constantes acelera\u00e7\u00f5es e travagens a uma hora daquelas e resolveram investigar. As casas mais pr\u00f3ximas est\u00e3o a algumas centenas de metros, mas o carro est\u00e1 farto de gritar, seja em primeira ou quinta velocidade. S\u00e3o convidados a ficar e observar. Anuem e permanecem durante um novo take, compenetrados num sil\u00eancio autorit\u00e1rio antes de regressarem \u00e0 escurid\u00e3o da reta, com a arma ao ombro e o sentimento de dever cumprido.<br \/>\nAp\u00f3s me contar o epis\u00f3dio, o Jos\u00e9 Pedro Lopes fez sempre quest\u00e3o que eu estivesse presente nas filmagens exteriores naquela localidade, para estabelecer o \u201celo diplom\u00e1tico\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_777\" aria-describedby=\"caption-attachment-777\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-777 size-large\" src=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-1-1024x575.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"575\" srcset=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-1-1024x575.jpg 1024w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-1-600x337.jpg 600w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-1-300x168.jpg 300w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-1.jpg 1172w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-777\" class=\"wp-caption-text\">Fotografia: Francisco Lobo<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seguiram-se v\u00e1rias filmagens na regi\u00e3o. Em \u00c1gueda, no Jardim da Venda Nova, em colabora\u00e7\u00e3o com o Coletivo Nora, projecto art\u00edstico-cultural que requalificou esse espa\u00e7o; em Lamas do Vouga, na Ponte Velha do Vouga, cujo tabuleiro central desabou numa tempestade em 2011; no Cabe\u00e7o do Vouga, na antiga ponte romana, tamb\u00e9m conhecida por Ponte Velha do Marnel.<\/p>\n<p>Depois vieram outras localiza\u00e7\u00f5es, outras viagens. A mais longa levou a equipa at\u00e9 Espanha, ao parque natural de Sanabria. Uma das cenas cruciais do filme foi filmada l\u00e1, no lago glaciar, onde a actriz L\u00edlia Lopes mergulhou sob temperaturas negativas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_789\" aria-describedby=\"caption-attachment-789\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-5.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-789 size-large\" src=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-5-1024x576.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"576\" srcset=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-5-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-5-600x338.jpg 600w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-5-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-5.jpg 1173w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-789\" class=\"wp-caption-text\">Fotografia: Francisco Lobo<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_788\" aria-describedby=\"caption-attachment-788\" style=\"width: 884px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-788 size-full\" src=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-4.jpg\" alt=\"\" width=\"884\" height=\"660\" srcset=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-4.jpg 884w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-4-600x448.jpg 600w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-4-300x224.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 884px) 100vw, 884px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-788\" class=\"wp-caption-text\">Fotografia: Jos\u00e9 Pedro Lopes<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O trabalho de p\u00f3s-produ\u00e7\u00e3o foi longo. O filme mudou algumas vezes na mesa de edi\u00e7\u00e3o. Havia tr\u00eas finais filmados e o que acabou por ser escolhido nem sequer estava no gui\u00e3o. Foi filmado no Ver\u00e3o de 2016 e adicionado ao filme, que j\u00e1 estava todo editado.<\/p>\n<p>O enredo de \u201cFloresta das Almas Perdidas\u201d \u2013 que como j\u00e1 devem ter reparado eu tenho evitado descortinar ao longo deste texto \u2013 possui motivos e inten\u00e7\u00f5es impl\u00edcitas que se descobrem nos pequenos detalhes. Esse novo final, acentua essa descoberta.<\/p>\n<p>\u00c9 assim que esse filme deve ser experienciado. Como uma descoberta. Atravessar a cortina e sentar sem imaginar a lufada de ar fresco que se vai sentir na pele, no cabelo\u2026 ou na espinha!<\/p>\n<p>A Floresta \u00e9 dram\u00e1tica mas tamb\u00e9m arrepiante. Por vezes quente, outras g\u00e9lida. Dual\u00edstica, como o preto e o branco; mais do que est\u00e9tica, uma op\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica, que enfatiza a melancolia de toda a hist\u00f3ria. E nesta hist\u00f3ria, como ponto de partida, basta a tagline do filme: \u201cDois estranhos conhecem-se no local mais triste do mundo, mas um deles est\u00e1 feliz por l\u00e1 estar\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_798\" aria-describedby=\"caption-attachment-798\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-8.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-798 size-large\" src=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-8-1024x576.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"576\" srcset=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-8-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-8-600x338.jpg 600w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-8-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-8-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/floresta-8.jpg 1260w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-798\" class=\"wp-caption-text\">Fotografia: Francisco Lobo<\/figcaption><\/figure>\n<p>Embora a a\u00e7\u00e3o de \u201cA Floresta das Almas Perdidas\u201d n\u00e3o decorra na floresta de Aokigahara, inspira-se nela para criar o seu palco, uma floresta fict\u00edcia portuguesa com as mesmas idiossincrasias.<\/p>\n<p>Durante a fase de produ\u00e7\u00e3o do filme, foram anunciadas duas produ\u00e7\u00f5es de Hollywood a abordar a famosa floresta dos suic\u00eddios: \u201cSea of Trees\u201d, de Gus Van Sant e \u201cThe Forest\u201d, de Jason Zada. Ambos acabaram por estrear primeiro (2015 e 2016) do que o filme portugu\u00eas (2017).\u00a0 N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil de prever a primeira rea\u00e7\u00e3o de quem toma conhecimento disso: \u201cOh, os portugueses afinal n\u00e3o foram originais, a ideia para aquele setting t\u00e3o in\u00e9dita e adequada ao filme afinal foi copiada aos estrangeiros\u201d. \u00c9 natural, eu pr\u00f3prio pensaria o mesmo, com os ind\u00edcios que teria \u00e0 m\u00e3o. No entanto, neste caso tenho conhecimento de causa para afirmar que os ind\u00edcios, por mais \u00f3bvios ou flagrantes que possam parecer, est\u00e3o completamente despidos de qualquer validade.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_5167.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-784 size-large aligncenter\" src=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_5167-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_5167-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_5167-600x400.jpg 600w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/IMG_5167-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Eu ouvi a premissa portuguesa em finais de 2012. Sei que o realizador se inspirou no sismo do Haiti em 2010, impressionado com a quantidade de oportunistas que surgiram no rescaldo da trag\u00e9dia, com hist\u00f3rias de tr\u00e1fico humano e raptos de pessoas por parte de quem vinha de fora.\u201cQueria explorar a ideia que existe sempre algu\u00e9m que tenta tirar vantagem, um oportunista macabro qualquer, mesmo nos cen\u00e1rios de maior crise humanit\u00e1ria\u201d, afirmou Jos\u00e9 Pedro Lopes.<\/p>\n<p>E para o palco da sua hist\u00f3ria, inspirou-se em Aokigahara. No in\u00edcio de 2013, eu j\u00e1 tinha o gui\u00e3o nas m\u00e3os. S\u00f3 em Dezembro desse ano \u00e9 que foi tornado p\u00fablico o projecto de Gus Van Sant, cujas filmagens come\u00e7aram no ver\u00e3o seguinte. O projecto de Jason Zada, surgiu um ano depois.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 que isto seja relevante para o usufruto do filme. N\u00e3o \u00e9, minimamente. Mas \u00e9 um exemplo que nos demonstra que por vezes os ind\u00edcios, por mais evidentes que pare\u00e7am, est\u00e3o errados e induzem-nos em erro. E essa indu\u00e7\u00e3o pode levar-nos a ser tremendamente injustos nas conclus\u00f5es precipitadas que tiramos e cimentamos nas nossas convic\u00e7\u00f5es. \u201c\u00c9 mais do que \u00f3bvio\u201d, \u201cT\u00e1 na cara!\u201d, \u201cOh, claro! \u00c9s crente?\u201d, entre in\u00fameros outros blocos que cinicamente assentamos de forma t\u00e3o s\u00f3lida mas que se desfazem em p\u00f3 ao primeiro sopro da realidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E a realidade tem sido amiga da \u201cFloresta das Almas Perdidas\u201d. Foi aplaudida de p\u00e9 na sua estreia no Fantasporto. Viajou por festivais ingleses, australianos, americanos, suecos, camaronenses, eslovenos, su\u00ed\u00e7os e espanh\u00f3is. Venceu dois pr\u00e9mios de \u201cMelhor Filme\u201d, no Festival de Cine Fant\u00e1stico de Bilbao e no Triple Six Horror Film Festival, em Manchester. Fez furor em v\u00e1rios websites e e-zines de cinema fant\u00e1stico. Teve uma cr\u00edtica bastante favor\u00e1vel na Variety e foi considerado um dos melhores filmes de terror de 2017 pela Newsweek.<\/p>\n<p>Estreia esta semana nos cinemas nacionais. Atreves-te a percorrer a floresta?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um filme de terror portugu\u00eas \u00e9 um cen\u00e1rio raro no panorama cinematogr\u00e1fico nacional. Um sonho dif\u00edcil de alcan\u00e7ar que uma equipa jovem decidiu perseguir. Na algibeira, um or\u00e7amento irris\u00f3rio e uma vontade abastada. Foi filmado em \u00c1gueda, a minha terra natal, mas j\u00e1 se espalhou pelos quatro cantos do mundo, onde conquistou aplausos, v\u00e9nias, pr\u00e9mios e o respeito da cr\u00edtica internacional.<br \/>\nEstas s\u00e3o algumas hist\u00f3rias nos bastidores da sua produ\u00e7\u00e3o. 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