{"id":812,"date":"2017-10-18T20:59:13","date_gmt":"2017-10-18T20:59:13","guid":{"rendered":"http:\/\/cronicasdamadrugada.com\/wpc\/?p=812"},"modified":"2020-03-11T00:03:46","modified_gmt":"2020-03-11T00:03:46","slug":"a-assombracao-da-porta-18","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/a-assombracao-da-porta-18\/","title":{"rendered":"A ASSOMBRA\u00c7\u00c3O DA PORTA 18"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"wpsdc-drop-cap\">A<\/span> noite parece estar mais silenciosa do que o costume. Talvez por isso, os passos na cal\u00e7ada fazem um eco que acompanha o casal pelas vielas escuras do centro hist\u00f3rico. Ela dispensava essa companhia. Mete-lhe medo e para esse efeito j\u00e1 lhe bastara a conversa dele:<br \/>\n&#8211; Sabes, travaram-se aqui imensas batalhas no passado. Muita gente teve uma morte agonizante no ch\u00e3o que caminhas.<br \/>\nEla debru\u00e7a o olhar sobre o solo com algum receio e ele aproveita para complementar:<br \/>\n&#8211; E nunca abandonaram o local.<br \/>\n&#8211; Nunca abandonaram como? &#8211; replica ela.<br \/>\n&#8211; Os seus esp\u00edritos permanecem. Alguns est\u00e3o apenas confusos. Outros, revoltados.<br \/>\n&#8211; Revoltados? Revoltados com quem?<br \/>\n&#8211; Com o destino que tiveram. N\u00e3o o compreendem e por isso descarregam a sua incompreens\u00e3o sobre quem encontram.<br \/>\n&#8211; Acreditas mesmo que isso \u00e9 verdade?<br \/>\n&#8211; S\u00f3 nesta rua, j\u00e1 ouvi falar de duas casas que est\u00e3o abandonadas porque as pessoas j\u00e1 n\u00e3o aguentavam as coisas estranhas que l\u00e1 aconteciam.<br \/>\n&#8211; Tudo o que \u00e9 estranho deixa de o ser, quando se encontra a explica\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEle acena com um sorriso.<br \/>\n&#8211; \u00c9 precisamente quando n\u00e3o existe uma explica\u00e7\u00e3o que acontecem os abandonos e as fugas.<br \/>\n&#8211; A tal surpresa que me falaste n\u00e3o \u00e9 uma visita a uma dessas casas pois n\u00e3o?<br \/>\n&#8211; Dentro de poucos instantes j\u00e1 vais saber.<br \/>\n&#8211; Devo preocupar-me?<br \/>\n&#8211; N\u00e3o tens nada a temer. Ou melhor, vais temer sim, mas de forma positiva e em seguran\u00e7a.<br \/>\n&#8211; Vou temer de forma positiva? Em seguran\u00e7a?! Mas o que raio queres dizer com isso?<br \/>\n&#8211; J\u00e1 vais perceber.<br \/>\nContinuam a caminhar pelas ruelas sinuosas. A aragem \u00e9 fria e ela sente-a no rosto. T\u00e3o fria que o ver\u00e3o parece uma recorda\u00e7\u00e3o distante. \u201cEstar\u00e1 mesmo tanto frio ou estou a deixar-me condicionar pela conversa dele?\u201d, questiona-se. O sil\u00eancio parece enregelar ainda mais o ambiente. Resolve quebr\u00e1-lo.<br \/>\n&#8211; Acab\u00e1mos de sair de uma rua que se chama \u201cRua Escura\u201d, para agora entrar numa que se chama \u201cSenhora da Boa Morte\u201d. Est\u00e1s a fazer de prop\u00f3sito?<br \/>\n&#8211; N\u00e3o, \u00e9 pura coincid\u00eancia.<br \/>\n&#8211; N\u00e3o me parece nada uma coincid\u00eancia.<br \/>\n&#8211; Ent\u00e3o parece-te o qu\u00ea?<br \/>\n&#8211; Sei l\u00e1, uma partida tua\u2026<br \/>\n&#8211; As coincid\u00eancias tamb\u00e9m t\u00eam sentido de humor.<br \/>\nEla resigna-se com a resposta e continua a caminhar. O seu receio caminha de m\u00e3os dadas com a curiosidade. Resolve deix\u00e1-los ir. Segue-os.<br \/>\nDobram uma esquina e ele puxa-a pela m\u00e3o, para lhe travar o movimento. Sorri-lhe.<br \/>\n&#8211; \u00c9 aqui.<br \/>\nEla ergue o olhar e depara-se com um velho edif\u00edcio abandonado. Telhado a cair, vidros partidos, teias de aranha. \u201cTinha de ser\u201d, pensa.<br \/>\n&#8211; Hoje \u00e9 dia 18. Trazes-me para uma casa abandonada com o n\u00famero 18. Outra coincid\u00eancia brincalhona?<br \/>\n&#8211; Se assim for, porque haver\u00e1s de as temer? Sorri-lhes de volta.<br \/>\nEla ainda estava a tentar digerir a resposta quando o destrancar da pesada porta de madeira lhe arranca um sobressalto. Salta de l\u00e1 um anfitri\u00e3o barbudo, cuja boa disposi\u00e7\u00e3o lhe tranquiliza a inquieta\u00e7\u00e3o. Para ser agitada logo a seguir:<br \/>\n&#8211; Lembra-te: vais temer em plena seguran\u00e7a. Repete essa frase caso sintas que o medo se est\u00e1 a apoderar de ti.<br \/>\nEla olha em redor. O espa\u00e7o \u00e9 escuro e h\u00famido. Est\u00e3o algumas pessoas sentadas no soalho. Sentam-se. H\u00e1 um murmurinho indecifr\u00e1vel no ar, que \u00e9 apagado subitamente por uma luz branca que surge ao fundo da sala, em forma de quadrado. A luz \u00e9 ofuscante, intensa, quente. Todos olham para ela sem desviar o olhar. Parecem materializar-se algumas palavras na luz. Pouco a pouco, v\u00e3o-se tornando percept\u00edveis: Shortcutz Xpress Viseu. Ela respira fundo. Por um lado, aliviada. Por outro, como se quisesse armazenar todo o ar poss\u00edvel, que tanta falta lhe ia fazer durante a maratona de oito curtas-metragens de terror.<br \/>\n&#8220;Estou em seguran\u00e7a&#8221;<br \/>\n&#8220;Estou em seguran\u00e7a&#8221;<br \/>\n&#8220;Estou em&#8230;&#8221;<\/p>\n<p>(Fotografia: Jos\u00e9 Cruzio)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O primeiro Halloween do Shortcutz Viseu foi assombroso. Decorria 2013 e os seus organizadores decidiram oferecer um espect\u00e1culo memor\u00e1vel \u00e0 cidade. Uma maratona de oito curtas-metragens de cinema fant\u00e1stico, projectadas num velho armaz\u00e9m abandonado na zona hist\u00f3rica. Entusiasmado e inspirado com a ideia, escrevi um pequeno texto em forma de teaser para servir de aperitivo ao evento. Foi no dia 18, na porta 18. Esta madrugada, recordo-o. <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":815,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[13],"tags":[88],"class_list":["post-812","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cronicas-recicladas","tag-ghost-stories"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.9 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>A ASSOMBRA\u00c7\u00c3O DA PORTA 18 | CR\u00d3NICAS DA MADRUGADA<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Parecia uma noite de Outono como tantas outras naquela rua do centro hist\u00f3rico de Viseu. 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