{"id":978,"date":"2018-05-25T09:59:29","date_gmt":"2018-05-25T09:59:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/?p=978"},"modified":"2019-04-23T23:39:37","modified_gmt":"2019-04-23T23:39:37","slug":"o-tanque-que-lava-epifanias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/o-tanque-que-lava-epifanias\/","title":{"rendered":"O TANQUE QUE LAVA EPIFANIAS"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"wpsdc-drop-cap\">O<\/span>s olhos fundem-se no feixe de luz que projeta a imagem na parede caiada. J\u00e1 a mente, essa deambula, inquieta. Dizem que Michelangelo, quando confrontado com um bloco de m\u00e1rmore, viu a est\u00e1tua de David. \u201cO meu of\u00edcio, enquanto escultor, foi apenas libert\u00e1-la do seu interior\u201d, ter\u00e1 proferido.<br \/>\nOra eu sei, desde o momento que trespassei uma enorme portada verde na zona hist\u00f3rica de Viseu e me sentei nesta manta, num p\u00e1tio de pedra antiga, que estava diante de uma reportagem. Estou desprovido de todas as ferramentas do of\u00edcio. Entrei ali por mero acaso, empurrado por um caricato conjunto de coincid\u00eancias. Mas num par de minutos, o \u00edmpeto de reportar subjugou o desejo de desfrutar.<\/p>\n<p>Em meu redor est\u00e3o 30 pessoas, sentadas em mantas e almofadas, debaixo de um d\u00edospireiro e de uma noite quente de agosto, a visionar curtas-metragens projetadas sobre um velho tanque de pedra, revestido a musgo. O sil\u00eancio da audi\u00eancia \u00e9 acompanhado pelo c\u00e2ntico dos grilos e pela brisa estival, que percorre estas vielas repletas de hist\u00f3ria e revela a sua presen\u00e7a com a dan\u00e7a noturna das folhas da \u00e1rvore. H\u00e1 drama, tens\u00e3o, a\u00e7\u00e3o, com\u00e9dia, ternura. E acima de tudo, imensa cumplicidade.<\/p>\n<p>Decorre a quinta sess\u00e3o do Curtas Ao Tanque (CAT), iniciativa na loja cultural EMP\u00d3RIO (integrante do Projeto Patrim\u00f3nio), que veio ao mundo este ano. H\u00e1 dois rostos por tr\u00e1s do certame: Lu\u00eds Belo (24) e Carlos Salvador (44). O primeiro \u00e9 um homem de v\u00e1rios of\u00edcios. Ilustra, fotografa, faz design gr\u00e1fico, idealiza projetos culturais, realiza document\u00e1rios, toca metalofone. O segundo \u00e9 conhecido na cidade como o \u201csenhor curtas\u201d. Professor de Educa\u00e7\u00e3o Visual na EB23 do Viso, mentor do clube de cinema da escola e organizador de resid\u00eancias art\u00edsticas, Salvador j\u00e1 viu serem produzidas mais de 100 curtas-metragens pelos seus alunos. Lu\u00eds Belo idealizou o CAT. Lan\u00e7ou de imediato o repto a Salvador. \u201cN\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m em Viseu mais apaixonado e com vontade de fazer coisas lindas do que ele\u201d, afirma, destacando a sua experi\u00eancia na \u00e1rea. Salvador exercitou essa experi\u00eancia com um p\u00e9riplo por festivais de cinema em 2011. Fantasporto, MOTELx, Shortcutz, Caminhos do Cinema Portugu\u00eas, C\u00f3rtex, Avanca, Curtas de Vila do Conde. Colecionou quil\u00f3metros e filmes, conviveu com realizadores, apurou o seu poder de s\u00edntese. Juntos, passaram \u00e0s decis\u00f5es. A primeira: S\u00f3 curtas-metragens portuguesas. \u201cPersiste um preconceito numa grande fatia de espectadores em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s produ\u00e7\u00f5es nacionais. Grande parte por desconhecimento do muito que se faz por a\u00ed\u201d, refere Lu\u00eds Belo, assegurando que um dos objetivos do CAT \u00e9 contribuir para a altera\u00e7\u00e3o dessa realidade.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/IMG_3609_mail.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-982 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/IMG_3609_mail-682x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"530\" height=\"795\" srcset=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/IMG_3609_mail-682x1024.jpg 682w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/IMG_3609_mail-600x900.jpg 600w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/IMG_3609_mail-200x300.jpg 200w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/IMG_3609_mail.jpg 707w\" sizes=\"auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #808080;\"><strong>RODAGEM<\/strong><\/span><\/p>\n<p>E o contributo continua esta noite, com mais cinco curtas portuguesas apresentadas ao p\u00fablico. A proje\u00e7\u00e3o da primeira, \u201cThey Shoot Crows\u2026Don\u2019t They?\u201d, de Joana S\u00e1, coincide com uma salva de foguetes que faz estremecer a plateia. Na baixa da cidade \u00e9 celebrada a abertura da Feira de S\u00e3o Mateus, curiosamente no preciso momento em que Lu\u00eds Belo pressionou o play. Algu\u00e9m brinca e alude \u00e0 cinefilia entusiasta do referido santo. Sorrisos, gracejos, novo arranque. 25 minutos depois, Joana S\u00e1 vai ao tanque. Prevalece uma esp\u00e9cie de mito brincalh\u00e3o que reza que no final de cada proje\u00e7\u00e3o, o respetivo realizador, se presente, \u00e9 atirado ao tanque. N\u00e3o o vou desmistificar, mas \u00e9 um facto que o autor se dirige ao tanque. \u00c9 l\u00e1 o p\u00falpito onde discursa sobre o filme e responde a quest\u00f5es da audi\u00eancia. Algu\u00e9m identifica influ\u00eancias de Lynch e Cronenberg na obra. A realizadora confirma o primeiro, acrescenta os argumentos de Michel Gondry como inspira\u00e7\u00e3o narrativa e o filme \u201cMister Nobody\u201d, como refer\u00eancia t\u00e9cnica. Confessa que o seu filme n\u00e3o \u00e9 suposto ter uma hist\u00f3ria e perturba-a quando as pessoas a encontram. \u201cQuis fazer algo diferente, com princ\u00edpio, meio e fim, n\u00e3o necessariamente narrativo, mas bonito em termos visuais\u201d.<\/p>\n<p>\u201cComo te deixaram fazer este filme?\u201d. Salvador est\u00e1 admirado. \u00c9 um projeto de final de curso (Universidade da Beira Interior), onde \u00e9 costume seguir uma estrutura mais plana, tradicional, acad\u00e9mica. \u201cEste filme \u00e9 montanhoso\u201d, refere, aludindo \u00e0 sua complexidade. \u201c\u00c9 comum os professores estarem pegados \u00e0 no\u00e7\u00e3o que o aluno s\u00f3 deve soltar as asas quando tiver autonomia para tal\u201d, explica, felicitando o arrojo e destacando a fotografia: \u201cH\u00e1 planos que davam pinturas fabulosas\u201d.<\/p>\n<p>Segue-se \u201cO Milagre\u201d, de Amadeu Pena da Silva, cuja manifesta\u00e7\u00e3o arranca risos \u00e0 audi\u00eancia. \u201cAcho esta escolha pertinente pois trata-se de um trabalho de um finalista do ESMAE, uma escola com muitos cr\u00e9ditos no ensino de multim\u00e9dia em Portugal\u201d, refere Salvador, salientando a fotografia: \u201ccores fant\u00e1sticas\u201d.<\/p>\n<p>As l\u00e1grimas chegam ao final de \u201cUm dia Longo\u201d, um drama enternecedor sobre um neto que perde o av\u00f4 e, impelido por uma mescla de inoc\u00eancia e emancipa\u00e7\u00e3o, tenta lidar com a situa\u00e7\u00e3o. Salvador confessa que \u00e9 um filme \u201cparticularmente especial\u201d para si, que lhe humedeceu os olhos no primeiro visionamento, no Shortcutz Lisboa. \u201cO S\u00e9rgio Graciano [realizador] \u00e9 um valor seguro\u201d, afirma, destacando a \u201cformid\u00e1vel constru\u00e7\u00e3o das personagens\u201d.<\/p>\n<p>\u201cUm \u00faltimo Olhar\u201d \u00e9 um projeto que venceu a categoria da maratona 48 Horas do Festival de Vila do Conde, onde os concorrentes disp\u00f5em desse espa\u00e7o de tempo para produzir um filme. Lu\u00eds S\u00e9rgio (22) e H\u00e9lder Faria (21) &#8211; que juntamente com Michell Silva (24) comp\u00f5em o tr\u00edptico de realiza\u00e7\u00e3o &#8211; marcam presen\u00e7a no CAT. \u201cA nossa principal fonte de inspira\u00e7\u00e3o? A falta de recursos\u201d, brinca Lu\u00eds S\u00e9rgio. \u201cT\u00ednhamos muitas ideias, mas todas imposs\u00edveis de concretizar nesse curto espa\u00e7o de tempo. Optamos por algo mais experimental\u201d, afirma H\u00e9lder Faria.<\/p>\n<p>Carlos Salvador sorri ao apresentar o filme. Conhece os intervenientes, foram seus alunos e participaram numa iniciativa organizada por si &#8211; Aviso@24 &#8211; resid\u00eancia art\u00edstica da escola do Viso, onde os participantes tinham 24 horas para produzir um filme. \u201cJ\u00e1 tinham treino. Com o tempo duplicado, foi canja\u201d, afirma, sorridente. \u201cUma ideia bem trabalhada, bem editada\u201d, foram as val\u00eancias destacadas.<\/p>\n<p>Os arrepios ficaram para o fim, com \u201cSurvivalismo\u201d, um thriller de autoria de Jos\u00e9 Pedro Lopes, que desperta imensa curiosidade a Carlos Salvador, devido \u00e0 boa reputa\u00e7\u00e3o que o filme det\u00e9m nas comunidades virtuais desse g\u00e9nero cinematogr\u00e1fico. A plateia assiste enregelada, imersa num sil\u00eancio tenso, apenas quebrado por um momento de humor. O organizador salienta o trabalho de realiza\u00e7\u00e3o, onde \u201cos enquadramentos conseguiram passar o drama para o espectador sem que este tivesse acesso \u00e0 face e \u00e0s express\u00f5es do personagem\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #808080;\"><strong>CEN\u00c1RIO<\/strong><\/span><\/p>\n<p>No CAT, os filmes quase disputam a ribalta com o vasto mundo de peculiaridades do espa\u00e7o. O olhar de Lu\u00eds Belo parece entreabrir-se, fatigado, quando recorda o estado do local h\u00e1 tr\u00eas anos: \u201cAs Silvas eram t\u00e3o densas que n\u00e3o se via nada para al\u00e9m da porta, nem sequer o tanque\u201d. A equipa meteu as m\u00e3os \u00e0 obra e recuperou o seu EMP\u00d3RIO. Fizeram recuar a invas\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o at\u00e9 um canto, onde ainda perdura um p\u00e9 de silva que d\u00e1 amoras no ver\u00e3o. O voluntarismo dos amantes do espa\u00e7o fez e ainda faz a diferen\u00e7a. As mantas e as almofadas onde estou sentado foram trazidas por espectadores. O projetor, erguido numa pilha de livros do Asterix, \u00e9 emprestado. Os bolinhos de lim\u00e3o que servem de petisco para a sess\u00e3o foram feitos por Ana Seia de Matos (31), namorada de Lu\u00eds Belo. E os dois peixinhos dourados que habitam no tanque foram oferecidos por um cliente da loja.<\/p>\n<p>O encanto do conv\u00edvio e visionamento de filmes ao ar livre preenche o quadro, com toda uma envolv\u00eancia que parece confluir para intensificar sensa\u00e7\u00f5es. Seja a brisa que nos afaga o rosto durante um momento enternecedor, como o gato que emerge subitamente das plantas no decurso de um filme mais tenso e pula para os telhados lim\u00edtrofes.<\/p>\n<p>E se at\u00e9 S\u00e3o Mateus se revelou entusiasta, j\u00e1 S\u00e3o Pedro n\u00e3o tem sido um aliado leal. Choveu durante a sess\u00e3o anterior. O duo organizador teve de recolocar 36 pessoas no interior da loja, num espa\u00e7o ex\u00edguo, sentados num ch\u00e3o cor de sangue e acotovelados entre estantes de livros antigos, discos usados e antiguidades. \u201cE isto durante mais de uma hora, estava com receio que ficassem aborrecidos, com o rabo dormente\u201d. Contrariamente ao temor de Lu\u00eds, a audi\u00eancia valorizou a experi\u00eancia. Gostaram, n\u00e3o apesar da contrariedade, mas por causa dela. \u201cSentimos que essa cumplicidade que se tem gerado \u00e9 amplamente apreciada\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/IMG_3529_mail.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-981 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/IMG_3529_mail-682x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"530\" height=\"796\" srcset=\"https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/IMG_3529_mail.jpg 682w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/IMG_3529_mail-600x901.jpg 600w, https:\/\/www.cronicasdamadrugada.com\/wpc\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/IMG_3529_mail-200x300.jpg 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #808080;\"><strong>DES\u00cdGNIO<\/strong><\/span><\/p>\n<p>\u201cEmpurrar!\u201d. Carlos Salvador sintetiza num \u00fanico verbo o principal des\u00edgnio do CAT. Pressinto que ele vai prosseguir, logo refreio a pergunta \u00f3bvia: \u201cPara o tanque?\u201d. Explica-me que h\u00e1 outros eventos na cidade, embora a um n\u00edvel \u201cmais elitista\u201d, onde s\u00e3o visionadas obras de autor, como Jean-Luc Godard, entre outros.\u201cUm jovem sai de l\u00e1 muito mais rico culturalmente, mas olha de baixo para cima para as obras. N\u00e3o sai encorajado, com vontade de fazer algo, criar algo\u201d. Constato o empurr\u00e3o e sorrio, por ele se coadunar, analogamente, com a minha dedu\u00e7\u00e3o anterior e tamb\u00e9m pela imagem mental de um tanque purificador de epifanias art\u00edsticas para onde os disc\u00edpulos s\u00e3o atirados. Salvador prossegue: \u201cMostrar, divulgar, encorajar\u201d. Em suma, \u201cempurrar\u201d quem tem sonhos na \u00e1rea do cinema na dire\u00e7\u00e3o da sua materializa\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 uma fun\u00e7\u00e3o subliminar, n\u00e3o assumida, que reside nas entrelinhas e aguarda pacientemente por ser assimilada\u201d. A paci\u00eancia compensa. \u201cPor vezes, no final das sess\u00f5es, o p\u00fablico mais jovem vem-me dizer que quer filmar, quer fazer coisas, quer saber como come\u00e7ar\u201d. Um desses epis\u00f3dios ocorreu na terceira sess\u00e3o. Um jovem estudante de letras do 11\u00ba ano abordou Salvador. Relatou o seu gosto pela escrita e apresentou um dos seus textos, que achava ter potencial para um argumento. Salvador leu-o atenciosamente. Deu-lhe um contacto de um aluno seu, que sabia fazer edi\u00e7\u00e3o. Juntaram-se os dois. Falaram. Juntaram-se a outros. Na sess\u00e3o seguinte do CAT, o filme \u201cO Suicida\u201d estava conclu\u00eddo. \u201cEmbora tenha limita\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas \u00f3bvias, o argumento \u00e9 uma mais-valia, tal como a enorme vontade dele em fazer. Contagiou, arrastou os outros\u201d. Um empurr\u00e3o que deixa Carlos Salvador feliz. \u201cPodia ficar vaidoso, mas fico apenas feliz\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #808080;\"><b>P\u00d3S-PRODU\u00c7\u00c3O<\/b><\/span><\/p>\n<p>O duo organizador partilha de uma predile\u00e7\u00e3o por n\u00fameros redondos, mas tem sido o n\u00famero cinco a predominar nesta primeira edi\u00e7\u00e3o do CAT. Cinco sess\u00f5es, 25 filmes, 155 espectadores. No pr\u00f3ximo dia 24 ocorre a \u00faltima ida ao tanque, com mais cinco filmes projetados. Seguir-se-\u00e1 um interregno, \u201ctempo de fazer balan\u00e7o, maturar ideias\u201d. E como fluem, as ideias na mente do duo. Desde uma maratona de 24 horas de curtas, \u00e0 expans\u00e3o do festival para duas edi\u00e7\u00f5es anuais, Inverno e Ver\u00e3o. Enquanto esgrimem sugest\u00f5es, \u00e9 percet\u00edvel um brilho liquefeito no olhar de Belo e Salvador. Uma centelha idealista, que denota genu\u00edna paix\u00e3o pelo que est\u00e3o a criar. Abandono o Emp\u00f3rio, acompanhado por uma intang\u00edvel sensa\u00e7\u00e3o que tamb\u00e9m eu fora empurrado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Numa noite quente de Agosto de 2012, um conjunto caricato de coincid\u00eancias levou-me a um velho edif\u00edcio, na zona hist\u00f3rica de Viseu. Algu\u00e9m destrancou duas portadas enormes e levou-me a um p\u00e1tio, onde estavam a ser projetadas curtas-metragens ao ar-livre, junto a um velho tanque de pedra antiga. Esta iniciativa de dois viseenses, intitulada \u201cCurtas ao Tanque\u201d, cresceu e tornou-se no Shortcutz Viseu, um marco cultural incontorn\u00e1vel da cidade. Hoje, 5 anos, 450 curtas, 320 convidados e 6000 espetadores depois, o evento contabiliza a cent\u00e9sima sess\u00e3o. Em dia de festa, recordo o texto que escrevi na noite onde tudo come\u00e7ou.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":983,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[13],"tags":[],"class_list":["post-978","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cronicas-recicladas"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.9 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>O TANQUE QUE LAVA EPIFANIAS | CR\u00d3NICAS DA MADRUGADA<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Um conjunto caricato de coincid\u00eancias levou-me a um velho edif\u00edcio, na zona hist\u00f3rica de Viseu. 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