CARTA A UM FILHO POR NASCER

A carta foi escrita na minha cabeça há um ano. Nas quatro horas passadas na sala de espera da maternidade e nas sete na sala de partos. A escrita era ansiosa e entusiasmada, viajava por todo o lado. Quando estava quase na hora da tua chegada ao mundo, corri cá fora e entreguei-a a um carteiro mágico, que usa barba lilás e tem uma scooter voadora. A carta estava selada num envelope, com a instrução: “Só entregar daqui a um ano”. Bateram à porta há instantes. Era ele, deixou-a cá para ti. Feliz aniversário filho!

MINGHELLA: O ÚLTIMO GUIÃO

No primeiro aniversário da morte do cineasta Anthony Minghella, escrevi um texto biográfico para o C7nema. Foi há 11 Marços atrás. Fechei-me numa sala com uma garrafa de vinho italiano e entreguei-me à tarefa. Hoje relembro-o, não só para assinalar a data, mas como um incentivo para descobrir ou redescobrir os filmes deste grande realizador com alma de escritor.

PAULICEA: A MANSÃO ASSOMBRADA DA MINHA INFÂNCIA

Durante décadas esta casa abandonada intrigou o imaginário popular de Águeda. Muitos diziam estar assombrada. Já outros, juravam que escondia passagens subterrâneas para tesouros antigos. A mim, despertava-me um fascínio intenso desde criança. A casa já não existe, mas enquanto existiu, estive lá dentro, explorei todos os seus recantos e até conversei com quem já lá viveu. Medo, deslumbramento, memórias, curiosidade, assombro, superstições. Estas são as histórias da Mansão da Paulicea.

O MANTO QUE NÃO SE RASGA

Já tinha ouvido falar da sala vermelha. Por vezes ouvem-se gritos que rasgam a noite e ecoam nas paredes e nas grades desta velha prisão. Dizem que eles vêm sempre lá de dentro. Habituámo-nos a conviver com esse fantasma de tijolos e azulejos, esse antro mórbido que nos aterroriza mas, ao mesmo tempo, nos ajuda a relativizar tudo o que passamos cá dentro.

JOÃO SILVA: CONFISSÕES DE UM MEMBRO DO BANG-BANG CLUB

Um grupo de quatro fotojornalistas cobriu os violentos conflitos no pós-appartheid da África-do-Sul. Destacavam-se dos outros pois acompanhavam a violência lado a lado. Kevin Carter, Greg Marinovich, Ken Oosterbroek e João Silva. Foram apelidados de “Bang Bang Club” e as suas façanhas inspiraram livros, documentários e até um filme de Hollywood. Um deles é português e a paixão pela profissão quase lhe custou a vida. Estive com ele e ouvi as suas histórias.

THE WITCHER: VIAGEM DE 30 ANOS PELA NEBLINA DA NOSTALGIA

Antes de me deixar encantar pela série “The Witcher”, já me tinha apaixonado pelo videojogo homónimo. Um jogo que nos apresenta um fascinante mundo antigo, recheado de lendas e fantasia, e nos dá liberdade para o explorar, interagindo com (quase) tudo o que lá existe. Esses momentos fizeram-me recuar cerca de três décadas, quando uns livros mágicos de capa verde chamados “Aventuras Fantásticas” me revelaram essas mesmas possibilidades, ambientes e sensações. Esta é a história dessas viagens.
Load more